Cultura | 20-01-2013 01:27

O músico que enchia o trombone de água e os que bebiam bagaço para terem sensibilidade nos lábios

O músico que enchia o trombone de água e os que bebiam bagaço para terem sensibilidade nos lábios
Existia um músico que costumava encher o trombone com água que deitava fora antes de tocar, porque pensava que assim o instrumento tinha melhor som. Muitos eram os executantes de instrumentos de sopro que bebiam bagaço para os lábios não ficarem dormentes. Outro músico costumava andar com tiras de pele de bacalhau no casaco para passar pelos lábios antes de começar a tocar. Estas são apenas alguns dos episódios de antigamente da Banda Filarmónica Benaventense, que agora foi reactivada ao fim de dez anos de inactividade. Joaquim David, de 84 anos, é um dos músicos que entrou na banda aos oito anos e por lá permaneceu por mais 60 anos. Num dos concertos da banda, os moradores de São Brás meteram-se ao barulho com os de Bilrete, duas povoações do concelho de Benavente. O padre tentou pôr ordem na zaragata e a partir desse dia proibiu os cajados na terra. Este é um momento que Joaquim David não esquece dos tempos em que era um jovem músico. Na altura não existiam mais distracções em Benavente. Simpatizou com o clarinete, instrumento ao qual se manteve fiel até aos 60 anos, quando o trocou por pouco tempo pelo contrabaixo, antes de a falta de força o levar a abandonar a banda. A farda dos mais pequenos tinha tecido escondido para que a farda fosse sendo alargada à medida que os músicos cresciam.* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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