Cultura | 21-11-2015 16:54

Góticos de Santarém e metálicos de Torres Novas tentam vingar na música

Góticos de Santarém e metálicos de Torres Novas tentam vingar na música

O MIRANTE aproveitou a realização do Festival Rock da Velha, que se realiza em Pernes, e foi conhecer dois grupos de música.

Santarém é conhecida como a capital do gótico, devido aos vários monumentos com pormenores desse estilo arquitectónico. Desde Março que não há só monumentos góticos em Santarém mas também um banda, de nome Etérea, que se assume como gótica dentro e fora da música. É composta por quatro elementos: Filipa Oliveira, de 23 anos (voz e pandeireta); Carina Oliveira, 32 anos (voz); Manuel Antunes, de 37 anos (teclas); e João Gameiro, de 21 anos (guitarra).Fora da música, todos se assumem como seguidores do gótico, um estilo de vida que se nota principalmente em Filipa e Carina, devido à forma de vestir ou até à maquilhagem. Vestem-se de preto, normalmente sem mais nenhuma cor. Carina explica que "simboliza o luto pela sociedade de porcaria que temos". E acrescenta: "É um estilo de vida, é uma forma de sentir e viver as coisas. Nós conseguimos encontrar o belo naquilo que as pessoas acham feio. Para nós é uma virtude".Apesar de usarem no vestuário acessórios como correntes e cintos metálicos, o grupo rejeita qualquer ligação entre o gótico e o sado-masoquismo depois de uma provocação do jornalista de O MIRANTE. "Não tem nada a ver", diz Filipa, rejeitando também que estejam ligados ao satanismo: "Não há cá satanás. As pessoas confundem muito e é bom referir que nós não somos satânicos nem nada do género. Satânicos é outra coisa".Filipa começou a ser gótica aos 15/16 anos. "Foi algo que me interessou e depois, não sei porquê, comecei a gostar da música relacionada com o estilo", afirma, admitindo que de início foi um choque para a família. "Pintei o cabelo, fiz tatuagens mas eles acabaram por aceitar". Carina, por sua vez, começou a professar o estilo gótico bem antes da adolescência: "Isto é algo que já nasce connosco. Fui ver o filme 'A Família Adams' com o meu pai, devia ter uns seis anos, e a partir daí fiquei vidrada. Eu com seis anos já tinha um vestido todo preto, já dizia à minha mãe que era aquilo que eu queria", conta. Quanto a Manuel e João, identificam-se com o estilo mas são bem mais discretos na forma de vestir. "Rapazes góticos conheço muito poucos. É muito raro encontrar. Conheço é imensos rapazes metaleiros", diz Filipa. Enquanto Manuel se dedica exclusivamente à música, os restantes elementos têm outras ocupações. Filipa trabalha numa loja, Carina numa padaria e João é estudante. Todos sonham com uma vida única e exclusivamente dedicada à música. * Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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