Cultura | 31-05-2016 15:22

Feira quinhentista de Torres Novas entre 2 e 5 de Junho

Feira quinhentista de Torres Novas entre 2 e 5 de Junho
RECRIAÇÃO

Recriação do tempo em que as sete confrarias da região se unem para fundar a Misericórdia.

A Feira Quinhentista de Torres Novas, entre 2 e 5 de Junho, vai transformar mais uma vez o centro da cidade e o Castelo, remetendo os visitantes para uma época onde ninguém dos tempos actuais gostaria de viver mas onde toda a gente têm a tentação de visitar para perceber melhor uma parte importante da história da humanidade.

A Feira está espalhada por onze áreas temáticas, desde o lugar do petiz, dedicado aos mais novos, com os jogos e brincadeiras de outrora que levam ao castelo a emoção dos primeiros passos de um pequeno guerreiro, ao espaço de bodegas e tabernas com lugares onde se pode comer e beber de acordo com algumas das tradições da altura medieval muitas das quais foram adaptadas pela actual culinária portuguesa.

O postigo da traição, a guarda do Alcaide, a quinta das histórias, aves de caça e a mouraria com um testemunho sempre presente do legado islâmico entre cristãos, as suas cores, aromas e sabores, os seus pregões que fazem do lugar um espaço exótico e sedutor, que nos traz notícias do norte de África, são outras áreas que o visitante pode percorrer, bem como o acampamento dos arqueiros do rei, o paço dos robertos e marionetas, a praça dos mercadores e a gafaria, lugar onde viviam seres "perseguidos", homens e mulheres do povo e da alta nobreza atingidos pelas epidemias.

Todos os dias há recriações históricas na Praça 5 de Outubro, na Alcaidaria do Castelo e pelas ruas de Torres Novas. Os figurantes estão vestidos com trajes de época, muitos deslocam-se a cavalo. Não há quem queira perder a passagem de cortejos de nobres, membros do clero, soldados. Há mesmo a recriação de um sarau musical, uma ceia, momentos de danças. O programa pormenorizado está disponível na internet em www.memoriasdahistoria.pt. O Cortejo de despedida acontece a partir das 22 horas de Domingo, 5 de Junho. Os grupos de animação e actores que participaram nos diversos momentos de recriação histórica desfilam até ao terreiro onde se juntam para uma grande festa de despedida.

Este ano, na sua sétima edição, o tema da Feira Quinhentista de Torres Novas é: "D. Jaime de Lencastre _ no tempo das confrarias". "Filho de D. Jorge de Lencastre, marquês de Torres Novas e duque de Coimbra, D. Jaime de Lencastre era neto bastardo de D. João II. Ilustre figura da Casa de Aveiro, que tinha o paço junto a Sant'Iago, Jaime de Lencastre foi padroeiro das quatro paróquias de Torres Novas e exerceu cargos eclesiásticos de relevância junto da corte de D. João III.

"Tudo se passa na época dos Descobrimentos. Surgia a Inquisição, era o tempo das confrarias, já antigas, e da fundação das primeiras misericórdias. Reinaram D. Manuel I e D. João III. O reino teve prosperidade, consequência das viagens marítimas e das riquezas de África, do Oriente e do Novo Mundo. A vila vive uma grande agitação com a chegada do novo prior, D. Jaime de Lencastre, futuro bispo de Ceuta. Funda-se o convento do Espírito Santo e anunciam-se novos templos, no rossio do Carrascal erguer-se-á depois um novo convento. Os homens bons do concelho fundam a Misericórdia, reunindo os bens das sete confrarias da vila (Santa Maria do Vale, Santa Maria dos Anjos, S. Pedro, S. Bento, de Jesus, do Salvador e de S. Brás), facto bem revelador da forte rede de coesão social de então. Torres Novas agita-se com a passagem de peregrinos e com a chegada do visitador, que castiga quem vive à margem das normas e vigia os costumes. O povo resiste, divertindo-se com os autos e farsas de António Prestes, dramaturgo torrejano da escola vicentina. É este o quadro histórico que inspira a recriação que veremos este ano, nos próximos dias 2, 3, 4 e 5 de Junho, com o rigor a que a feira de época de Torres Novas nos habituou.".

Entre as novidades anunciadas pela organização, destaca-se uma nova organização das áreas temáticas no interior do recinto. Para a área dos mercadores, estão disponíveis 120 espaços (entre tasquinhas e outros espaços alimentares, artesãos com trabalho ao vivo e mercadores). Há também um um aumento da animação no recinto e um vasto conjunto de actividades abertas à participação de quem queira conhecer e viver a História: oficinas de dança, uma exposição de répteis, a possibilidade de uma participação efectiva num acampamento, colaborando em todos os ofícios, incluindo um workshop de cozinha.

A entrada na Feira Quinhentista de Torres Novas «D. Jaime de Lencastre - no tempo das confrarias» será possível através da aquisição de pulseira livre-trânsito de acesso aos quatro dias, ou de pulseira diária. A pulseira é pessoal, intransmissível e inviolável. Durante o evento, a pulseira livre-trânsito custará 6€ e a pulseira diária 4€, podendo ser adquiridas nas bilheteiras do evento, junto ao recinto. A entrada é gratuita para crianças com idade até aos 12 anos, inclusive. Mercadores Com vista à recriação do comércio, das artes e dos ofícios da época, são admitidos expositores cujas actividades/produtos se enquadrem na temática do evento, classificados de acordo com as características da sua actividade e distribuídos por diferentes tipologias.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1380
    05-12-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1380
    05-12-2018
    Capa Médio Tejo