Cultura | 16-10-2017 15:10

"A arte não se ensina, tem de se nascer artista"

"A arte não se ensina, tem de se nascer artista"
TEATRO

Joaquim Salvador é actor, encenador, fundador do grupo de teatro Revisteiros em Samora Correia.

Joaquim Salvador nasceu a 13 de Fevereiro de 1971 na Pena, em Lisboa, mas a sua terra é Samora Correia e é dos cheiros e da amabilidade das suas gentes que sente saudades quando está fora. Vive entre Lisboa, a Ilha das Flores, nos Açores, e Samora e ainda é na casa dos pais, onde hoje só vive a mãe, que passa a maior parte das noites de semana. É actor, encenador, fundador do grupo de teatro Revisteiros e encenador do grupo de teatro A Jangada nos Açores. É ainda responsável pelas exposições no Palácio do Infantado, em Samora Correia, em colaboração com a Câmara de Benavente, e há 16 anos que é director artístico da Passerelle d’Ouro em Vila Franca de Xira.

A maior prova de amor que tive foi a minha mãe proteger-me com o próprio corpo dos destroços que caíam do tecto durante um sismo dois dias depois de eu nascer. O sismo abalou Lisboa e a maternidade onde nasci e a minha mãe, ainda a recuperar da cesariana difícil, protegeu-me com o corpo dos estilhaços que caíam do tecto. E o que ela pensou foi: "Vou morrer, mas já sou mãe, por isso tu não podes morrer".

Tenho uma paixão desmedida por cabras e burros. A minha mãe não conseguia produzir leite depois de eu nascer e a minha madrinha ofereceu-lhe uma cabra na altura e foi dela que bebi leite. Ainda hoje tenho cinco cabras anãs. Tive outra durante 17 anos que me ofereceram na Ilha das Flores e que consegui trazer de avião para cá. Também tivemos um burro em que eu montava e puxava a carroça em que andava. Ajudou a tornar a minha infância ainda mais feliz.

*Entrevista completa na edição em papel de O MIRANTE

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