Cultura | 08-11-2018 15:00

Alimentação saudável não é sinónimo de gourmet

Alimentação saudável não é sinónimo de gourmet

Para Lia Fernandes, fundadora da Trinca, mais importante do que não comer peixe ou carne é aprender como funciona o equilíbrio do prato.

“Comida real” é o lema da marca portuguesa de produtos biológicos Trinca, onde não entram açucares refinados, glúten, conservantes ou aditivos. No Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis O MIRANTE foi conhecer a mentora por trás deste projecto de alimentação saudável.

Filha e neta de cozinheiras, Lia Fernandes sempre se preocupou com a alimentação e aos 16 anos decidiu ser vegetariana. Uma opção queseguiu até aos 22, quando lhe foi diagnosticada uma grave anemia. Percebeu então que mais importante do que não comer peixe ou carne é aprender como funciona o equilíbrio do prato.

Curiosa por natureza, Lia dedicou-se ao estudo de soluções que lhe permitissem uma alimentação mais saudável. Foi então que descobriu a granola e as suas possibilidades. “Tudo começou há cerca de seis anos”, diz Lia. “Era uma coisa muito experimental, na altura trabalhava como directora criativa de uma empresa de moda, na área do calçado, em Alcanena”. Coincidiu com o nascimento do filho e com o diagnóstico de várias intolerâncias alimentares, o que deu uma motivação extra para continuar a sua pesquisa de alternativas.

Quando se apercebeu que não haviam substitutos saudáveis aos snacks processados, começou a produzir a sua própria granola e confessa orgulhosa que a Trinca foi a primeira marca a produzir granola (uma mistura de cereais, frutos secos, grãos e sementes para comer simples ou para adicionar a iogurtes, fruta, ou usar como topping de sobremesas) sem glúten e sem açúcares refinados em Portugal.

O nome Trinca existe desde a primeira feira em que participou, em Abrantes, em 2012. Foi apenas para acompanhar o marido que ia tocar gaita de foles, mas sendo designer de formação, criou logo uma identidade e embalagens para os seus produtos. ‘Trinca’ nasceu nessa altura, Lia e o marido queriam um nome internacional, uma palavra fácil de pronunciar em várias línguas. “Por vezes as pessoas associam o nome ao arroz trinca”, refere, mas não se importa, lembra que assim se mantém alguma humildade. O que não gosta é de ser associada ao mercado gourmet que, para si, está ligado à ideia de produtos caros e apenas para consumo esporádico. Para Lia biológico não é sinónimo de mais caro. Explica que o sabor dos alimentos é completamente diferente e que, como são mais ricos em nutrientes têm o poder de saciar com porções mais pequenas. “Come-se menos e não se gasta tanto. É tudo uma questão de hábitos”, refere a empresária de 36 anos.

Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE a 15 de Novembro

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