Desporto | 08-12-2004 11:48

Pinto da Costa sujeito a caução de 125 mil euros

O presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, ficou sujeito ao pagamento de uma caução de 125.000 euros no âmbito do processo sobre corrupção no futebol "Apito Dourado", depois de ouvido no Tribunal de Gondomar.A juíza Ana Cláudia Nogueira, que terá inquirido esta segunda-feira o líder dos campeões nacionais e europeus de futebol durante mais de 12 horas, considerou existirem "indícios consistentes da prática de dois crimes de corrupção desportiva activa, dois crimes de tráfico de influência na forma activa e um crime de falsificação de documento qualificado sob a forma de cumplicidade".Pinto da Costa ficou sujeito às medidas de coacção de termo de identidade e residência, pagamento de uma caução de 125.000 euros e obrigação de não contactar, por qualquer meio ou por interposta pessoa, com seis arguidos e com o advogado da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do FC Porto para o futebol, Adelino Caldeira.Os arguidos incontactáveis são os presidentes suspensos da Liga de Clubes e do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Valentim Loureiro e Pinto de Sousa, respectivamente, o empresário António Araújo, os árbitros Augusto Duarte e Jacinto Paixão e os árbitros assistentes José Chilrito e Manuel Quadrado.Além destes arguidos, Pinto da Costa está ainda proibido de contactar com "quaisquer outros árbitros de futebol e outras pessoas que integrem órgãos sociais de disciplina e/ou de arbitragem na Liga Portuguesa de Futebol Profissional e na Federação Portuguesa de Futebol".O presidente do FC Porto não está, no entanto, impedido de sair do país, pelo que pode acompanhar a equipa de futebol na viagem para o Japão, aonde vai disputar a Taça Intercontinental com o Once Caldas, da Colômbia, no dia 12.

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