Desporto | 17-07-2008 09:58

Vinte e cinco anos ao serviço do clube e da comunidade

Depois de 25 anos a vestir a camisola do Clube Atlético Riachense, o capitão, Miguel Cunha resolveu descalçar as botas. Mas não resistiu ao apelo do associativismo, uma característica da família Cunha, e passou a ser o director desportivo do clube do seu coração. Mas Miguel Cunha é muito mais do que isso, seguindo as pisadas do seu avô Fernando Cunha, é agricultor, e dirigente associativo muito activo porque garante. “Não me esqueço das lições de solidariedade dadas pelo meu avô e pelo meu pai”. Começou a jogar futebol no Riachense muito cedo?Comecei a dar uns pontapés na bola aos sete anos, quando com outros amigos, uns mais velhos outros da minha idade vínhamos aqui para o campo, ainda pelado jogar, e por aqui me mantive como jogador durante cerca de 25 anos.Teve convites para jogar noutros clubes. Porque é que nunca saiu?Uma das razões foi porque sempre me senti bem aqui no clube. Fui acarinhado por todos e por isso sair só por sair, nunca valeu a pena. Outra é o facto de Riachos e o Riachense serem a minha terra e o clube no meu coração.Foi esse bairrismo, típico das gentes de Riachos que o fez jogar futebol durante 25 anos no Riachense?Sim, esse bairrismo e o amor que eu tenho a este clube. Lembro-me de uma frase que o meu avô disse antes de falecer, Riachos está condenado a crescer. E eu revejo-me diariamente nessa frase e tento sempre ajudar a que isso aconteça.Ao longo destes anos todos sentiu sempre que as pessoas estiveram consigo?Sim. Senti sempre algum orgulho, no bom sentido, em ouvir as pessoas dizer que o Miguel Cunha é um bom capitão. De resto ficam as pessoas que dizem que eu sou muito mau ou as que dizem que sou muito bom, faço bem a diferença entre uma coisa e outra. E o balanço é francamente positivo.O Miguel Cunha também é conhecido a nível geral, como um homem que vivia o futebol exactamente como um desporto para criar amizades?Gosto de sentir isso! Embora dentro do campo fosse um jogador muito competitivo, orgulho-me de ser leal, respeitador e educado para com todos os meus adversários. Uma das minhas principais características é a humildade, cultivei-a desde que cheguei ao Riachense e é isso que hoje tento transmitir aos mais jovens. Sentirmo-nos reconhecidos e acarinhados é muito importante, faz-nos bem ao ego e faz-nos crescer como homens.Ver entrevista alargada na edição semanal

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