Desporto | 25-05-2009 07:50

Júniores do Rio Maior substituíram seniores que rescindiram contratos

O Sintrense “massacrou” ontem, com uma vitória por 16-1, a UD Rio Maior, que apenas dispôs de doze jogadores juniores para o jogo da oitava e antepenúltima jornada da fase de subida da Série E da III Divisão de futebol.“Esta vitória é dedicada ao plantel da UD Rio Maior, que tem salários em atraso”, disse o treinador do Sintrense, Paulo Morgado, sublinhando a “seriedade” dos seus jogadores.“A equipa do Sintrense está solidária com o plantel da UD Rio Maior, sabíamos dos problemas por que atravessavam, e só esta manhã soubemos que iríamos defrontar os juniores. Nós queríamos ganhar, fizemos o nosso papel e não podíamos facilitar”, acrescentou Paulo Morgado.Com onze titulares e apenas um suplente, o emblema riomaiorense apresentou-se no Estádio Municipal da cidade, sob orientação de Eduardo Simão, que comanda a equipa de juniores do clube, evitando a descida e suspensão por duas épocas das competições nacionais.Contactado pela Agência Lusa, o treinador principal do clube, Paulo Torres, garantiu ter comparecido à hora da convocatória (12:00), no local da concentração, sem que estivesse presente qualquer jogador do plantel sénior, que durante suspendeu a greve de fome, durante a última noite, e anunciaram a rescisão dos contratos.Os 21 jogadores, dos quais onze dependem financeiramente somente da actividade desportiva, num regime de semi-profissionalismo, com recibos verdes, acamparam à entrada do Estádio Municipal da cidade, desde as 23:00, da última sexta-feira, por terem seis meses de salários em atraso.O plantel riomaiorense acabou por suspender o protesto, cerca de 25 horas depois de o ter iniciado, após o presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, ter assegurado o pagamento de três salários aos jogadores, através do Fundo de Garantia Salarial do SJPF, correspondentes a cerca de 30 mil euros.Após terem sido disputados oito jogos na fase de subida, a UD Rio Maior ocupa a terceira posição, com 32 pontos, menos 12 do que o líder Camacha e menos oito que o Igreja Nova, segundo classificado.No próximo sábado (30 Maio), a equipa sénior da UD Rio Maior defronta o Igreja Nova, para a nona e penúltima jornada da fase de subida, às 17:00, no mesmo dia em que os juniores riomaiorenses, sétimos classificados na fase de manutenção da série C da II Divisão nacional, recebem o CD Fátima, na quarta jornada da competição.No início de Março, os jogadores fizeram um pré-aviso de greve, que entretanto suspenderam antes do jogo com o Camacha, evitando assim a desclassificação do clube, por falta de comparência numa das últimas três jornadas do campeonato.Antes do pré-aviso de greve, a 19 de Fevereiro, o SJPF accionou, pela primeira vez, o fundo de garantia salarial para apoiar os jogadores, disponibilizando 350 euros a cada um.A actual Comissão Administrativa do clube, eleita a 26 de Março, responsabiliza o anterior presidente, Albano Mota, de “gestão danosa”.Apesar de já ter sido atribuída a verba referente ao contrato-programa com a Câmara Municipal de Rio Maior, de cerca de 25 mil euros, os jogadores apenas receberam por duas vezes vencimentos referentes a meio mês.

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