Desporto | 03-12-2010

Desmor garante estágio de seis anos da Confederação Brasileira de Triatlo

A Confederação Brasileira de Triatlo vai fazer a preparação dos seus atletas com vista aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, no centro de estágios e alto rendimento de Rio Maior. O protocolo foi assinado esta sexta-feira, 3 de Dezembro, pela presidente da Câmara de Rio Maior e da Desmor – Complexo Desportivo de Rio Maior e pelo presidente da CBT, Carlos Fróes. Na assinatura marcaram presença o administrador executivo da Desmor, Carlos Coutinho, e 13 atletas brasileiros, masculinos e femininos.Treze atletas vão ficar em estágio até 21 de Dezembro e após as festas de Natal e passagem de ano regressam a Rio Maior, para um plano de preparação que começa a 10 de Janeiro, orientado por Sérgio Santos, técnico contratado pela Desmor à Federação Portuguesa de Triatlo.Para a presidente da autarquia e da Desmor, o protocolo demonstra que Rio Maior está no bom caminho e que na área de ciência desportiva se podem dar os melhores exemplos. “A escolha orgulha-nos mas dá-nos responsabilidade que nos exige determinação, profissionalismo e competência. Estamos prontos para responder ao desafio de tornar competitiva selecção que vai tentar ficar na história dos Jogos Olímpicos do seu país. Com capacidade de alojamento, hospedagem, e pelo enquadramento que existe no mundo no treino e alto rendimento. Esta é a cidade de e para o desporto, do alto rendimento ao serviço público. A integração da Desmor e da ESDRM em protocolo dará fomento do desporto de alto rendimento, qualificando profissionais do centro de estágios e proporcionando aos estudantes superior acção prática e reforço dos seus conhecimentos”, afirmou a autarca durante a sessão.Carlos Fróes lembrou como em 2004 lançou o convite a Sérgio Santos que agora se concretiza. “Parte do sonho é concretizado neste grande centro de treino com Sérgio Santos e outros profissionais do Brasil. Apesar de os nossos atletas terem chegado a Rio Maior com sete graus e terem vindo de locais com mais de 32 grau, encontramos o calor de Rio Maior na forma como fomos recebidos. Espero que decorridos estes seis anos possamos executar um bom trabalho. A ESDRM será um grande parceiro para os profissionais que saem do Brasil em busca de conhecimento”, comentou o presidente da CBT. O administrador executivo da Desmor é um homem satisfeito. Para Carlos Coutinho além de o centro de estágio dar o salto desde a simples hotelaria para prestação de serviços técnicos, ainda se consegue alcançar uma maior taxa de ocupação e reforço da capacidade de internacionalização. “É um passo fundamental face à concorrência crescente nos estágios desportivos. Vai fazer com que consiga ter taxa de ocupação maior e continue a ter capacidade de internacionalização dar uma continuidade a apoio aos atletas portugueses. Além de mais-valia para federações nacionais”, refere, acrescendo que a contratação de Sérgio Santos foi acertada para quem tinha dúvidas. O técnico recordou que a passagem dos atletas por Rio Maior vai ser quase 100 por cento dedicada ao treino, alojamento e alimentação. “Rio Maior é uma cidade tranquila e suficientemente longe dos grandes centro urbanos e suficientemente perto para que se possa satisfazer alguma necessidade. Mas estes atletas, com idades entre os 20 e os 24 anos, não vão ter a vida social típica de jovens”, alertou Sérgio Santos. Dos trezes atletas que ficam em Rio Maior, seis vão ser seleccionados para cumprir o estágio ao longo de seis anos, mas a estes podem juntar-se mais dois ou três mais conceituados, esclareceu o presidente da CBT.A ocasião foi ainda aproveitada para a celebração de outro protocolo, entre a Desmor e a Escola Superior de Desporto de Rio Maior para aproveitamento dos recursos técnicos daquele estabelecimento de ensino superior para os utilizadores do centro de estágio. O presidente da ESDRM, Abel Santos, considera que o acordo é inovador entre as partes, permitindo que o centro de alto rendimento possa prestar serviços nas áreas da fisioterapia, apoio médico, recuperação de atletas e noutras valências com apoio dos recursos humanos qualificados da ESDRM. “É preciso aproveitar a infra-estruturas e com os recursos humanos e os seus conhecimentos e acolher atletas ao mais alto nível e receber também as suas capacidades”, exemplificou Abel Santos. Mais informações sobre esta notícia na próxima edição semanal de O MIRANTE.

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