Desporto | 03-12-2011 01:41

Um jovem treinador de futebol que aceitou o desafio de chefiar a direcção do Sporting de Tomar

João Henriques é professor na Escola Jácome Ratton, em Tomar, é também um dos treinadores de futebol mais carismáticos do distrito de Santarém. Ambiciona chegar como técnico a uma equipa profissional. Mas devido a uma lesão que o levou a uma delicada operação, resolveu fazer uma paragem na carreira de treinador. Paragem que foi aproveitada pelo Sporting de Tomar que o foi buscar para presidente da direcção. Aceitou o desafio e agora em conjunto com um grupo de amigos está a levar o clube tomarense para a frente, estando o projecto da nova sede praticamente concluído e o espaço pronto a ser inaugurado.

Como é que um jovem treinador de futebol surge à frente de uma direcção de um clube que é mais dedicado ao hóquei em patins?É um grande desafio. Foi uma situação inesperada, nada planeada. Surgiu após um apelo da anterior direcção, os seus elementos estavam cansados e queriam sair. Falaram comigo e convenceram-me a procurar outros elementos para formar uma lista. Procurei as pessoas certas que aceitaram colaborar comigo, pessoas que nalguns casos já estavam ligados ao clube como seccionistas do hóquei em patins e da patinagem artística. Aceitei e cá estamos a trabalhar em pleno.Numa altura de crise é uma grande responsabilidade assumir a presidência de um clube tão carismático?Eu e todos os dirigentes que me aconpanham temso consciência da responsabilidade que é dirigir um clube que já teve muitos directores de grande carisma e que vai a caminho de fazer um século de vida. Obviamente que é um legado muito pesado. Mas por outro lado todos acreditamos que podemos contribuir para continuar a desenvolver o clube e ajudá-lo a fazer cem anos de vida com grande dinamismo e actividade.Tiveram que ser rápidos a elaborar um projecto?Sim elaborámos um projecto rapidamente. Um projecto que passa por dar continuidade ao trabalho executado pelas anteriores direcções, que tem como principal objectivo terminar as obras na nova sede. Obras que estão quase prontas, iremos já fazer o jantar de Natal com todos os atletas, dirigentes e famílias, no espaço e contamos fazer a sua inauguração em Fevereiro do próximo ano. Por outro lado, estamos apostados e reorganizar o clube, avançando com a actualização da questão estrutural, organizativa e administrativa do clube.O clube não estava devidamente organizado?Estava, mas a nossa intenção é modernizar essa organização. Estamos a mudar de uma sede antiga para uma sede nova que está mais adaptada a uma série de coisas que queremos modificar. Queremos informatizar tudo o que for possível. Vamos fazer uma angariação de novos sócios. Vamos fazer a recuperação de sócios que se afastaram do clube. Vamos reestruturar sem descorar aquilo que é a imagem de marca do clube o hóquei em patins, mantendo como objectivo equipas competitivas nas várias vertentes.Em termos desportivos a aposta é subir de novo à primeira divisão nacional?Não. Em termos desportivos a nossa grande aposta vai continuar a ser a formação, porque será o futuro do clube. É claro que não iremos deixar de apostar nos séniores e se a subida acontecer não vamos abdicar de dotar a equipa com as melhoes condições possíveis de trabalho.* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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