Desporto | 19-08-2017 08:29

Adiei assinatura de contratos para estar no Colete Encarnado

Adiei assinatura de contratos para estar no Colete Encarnado

Carlos Fernandes, 37 anos, regressou à casa de partida, após uma carreira ao mais alto nível como guarda-redes de futebol em Portugal e no estrangeiro.

Jogou muitos anos ao mais alto nível, em Portugal e no estrangeiro, e agora voltou a casa. Vila Franca de Xira está muito diferente daquela de que se lembra? Sim e eu gostava mais de como era antes. Agora parece uma cidade fantasma, não se vê ninguém na rua a partir das nove ou dez da noite. Antigamente havia muita malta jovem, até casais novos a irem tomar café. Tínhamos a Rua Direita sempre cheia. Havia mais onde ir e as pessoas tinham mais predisposição para sair à noite e conviver. Hoje fecham-se em casa, talvez porque trabalham fora e só cá vêm dormir.

Gosta de touros? Gosto, sou aficionado! Tive de deixar essa vida aos poucos por causa do futebol, infelizmente, mas ainda cheguei a vir muitas vezes às largadas e cheguei a adiar contratos e só os assinava depois do Colete Encarnado, para conseguir ir. Uma vez distraí-me e tive de me esconder atrás de uma árvore para não ser apanhado pelo touro mas nunca me magoei.

O Colete Encarnado também mudou com o tempo? Sim, a convivência entre as pessoas mudou muito. Lembro-me que um mês ou mês e meio antes do Colete já eu e os meus amigos estávamos ansiosos para que chegasse, porque era a altura em que os pais nos deixavam ficar até mais tarde na rua. Quando começámos a ficar mais velhos juntávamo-nos nas casas uns dos outros e a fazer sardinhadas. Cada um trazia bebidas e fazíamos a festa. Este ano estive no Colete numa tertúlia com amigos e a família mas além deles só conhecia meia dúzia de pessoas. Já há muita gente que não conheço.

Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE AQUI

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