Desporto | 30-01-2018 17:53

Câmara de Santarém vai ressarcir clubes por atraso nas obras no pavilhão municipal

Câmara de Santarém vai ressarcir clubes por atraso nas obras no pavilhão municipal
Foto O MIRANTE

Pavilhão está encerrado desde Julho para obras que deveriam ter terminado no início de Setembro.

A Câmara de Santarém afirma que vai ressarcir os clubes que treinam no pavilhão municipal, encerrado desde Julho para obras que deveriam ter terminado no início de Setembro, e admite que os treinos possam começar quarta-feira.

A vereadora da Câmara Municipal de Santarém com o pelouro do Desporto, Inês Barroso, disse que o município se sente “impotente” perante o arrastar da obra, adiantando que já accionou “todas as coimas” junto do empreiteiro vencedor do concurso e que concessionou o trabalho a outras empresas, uma das quais faliu.

Esta empresa deveria ter procedido à substituição da cobertura do pavilhão entre Abril e maio de 2017, mas abriu falência, ficando a obra por fazer, disse.

A substituição do piso, que deveria ter ocorrido em Julho e Agosto, para que o pavilhão fosse entregue aos clubes em 13 de Setembro passado, só muito recentemente foi concluída, mas a abertura do espaço aguarda agora por uma substituição provisória da cobertura, com a colocação de placas para que não chova lá dentro, adiantou.

Segundo a vereadora, esses trabalhos iniciaram-se esta terça-feira, 30 de Janeiro, estando o município “a diligenciar tudo” para que os treinos possam ser retomados na quarta-feira, aguardando a abertura “oficial” pela conclusão dessa intervenção.

Luís Peralta, dirigente dos Empregados do Comércio (“Caixeiros”), lamentou a “total ausência de comunicação” da autarquia com os clubes, assegurando estar a saber da possibilidade de começar a treinar no pavilhão, bem como da informação de que o município quer “minimizar os custos” que a situação provocou e vai conceder “um apoio extraordinário” aos clubes afectados.

Inês Barroso afirmou que o apoio visa “minimizar os prejuízos”, reconhecendo que o encerramento do pavilhão provocou “mossas” aos clubes, que perderam atletas e técnicos, e também às famílias, obrigadas a um esforço adicional na deslocação para espaços alternativos, que os dirigentes desportivos consideram inadequados e insuficientes.

Luís Peralta disse que o clube inscreveu uma equipa de hóquei para participar no campeonato regional e na Taça Nacional contando com a disponibilização do pavilhão municipal a partir de meados de Setembro.

Como isso não aconteceu, a equipa vê-se obrigada não só a treinar como também a fazer os jogos que deveriam ser “em casa” nos pavilhões de outras equipas, obrigando a deslocações por vezes de centenas de quilómetros, o que agravou substancialmente o orçamentado para a época, afirmou.

“Preparámo-nos e a época sai defraudada”, disse Luís Peralta, lamentando a “falta de respeito” para com os clubes.

“Participamos numa competição nacional, temos obrigações com a Federação e está a sair-nos caríssimo”, disse, referindo a obrigação de alterar com 12 dias de antecedência o local do jogo, sob pena de pagamento de uma multa de 500 euros, sem que, até agora, haja uma informação concreta sobre a data de entrega do pavilhão.

O próximo jogo disputa-se no domingo e, se o pavilhão não estiver disponível, o clube sujeita-se ao pagamento da multa, situação que Luís Peralta afirmou ter sido comunicada à autarquia.

As críticas estendem-se aos “Leões”, Sport Clube Scalabitano, que acabaram por encerrar a patinagem artística, por “respeito às atletas e aos pais”, dada a incerteza sobre quando voltariam a dispor do pavilhão e à falta de condições do espaço que teriam de partilhar com o Hóquei Clube de Santarém (HCS) no Centro Nacional de Exposições (CNEMA), disse Carlos Baeta.

Para Carlos Baeta, “não há dinheiro para pagar o que seria justo” pelos resultados alcançados pela patinagem artística dos “Leões” ao longo dos últimos anos, querendo apenas o clube que o horário que lhe foi atribuído se mantenha para que possa relançar a patinagem de velocidade com o mesmo treinador.

“Trabalhamos na formação de crianças e não sentimos o apoio que existe noutros pontos do país”, declarou.

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