Economia | 06-02-2005 10:58

Lagares de Azeite não resistiram à mudança

Mais de cem lagares de azeite deixaram de laborar na região nos últimos quatro anos. O encerramento deveu-se à dificuldade de cumprir algumas exigências ambientais e de higiene impostas pelo Estado, seguindo normas europeias, e que entraram em vigor no fim de 1999. Na área de intervenção da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO), houve 118 lagares que desistiram do processo de licenciamento ou nem sequer solicitaram a licença emitida por esta estrutura. No final de 1999, prazo dado para a renovação dos locais de produção de azeite, existiam 270 estabelecimentos. Segundo os últimos dados processados pela DRARO, o Núcleo Técnico de Licenciamento (NTL) autorizou a laboração de 122 lagares. Aos quais se juntam outros 30 que passaram para a responsabilidade das câmaras municipais. O que totaliza 152 estabelecimentos que estiveram a laborar nesta campanha (2004/2005) nas zonas do Ribatejo e Oeste. Os lagares entregues às autarquias estão classificados como tipo 4. Ou seja, são os de mais reduzida dimensão, que geralmente empregam dois a três funcionários e que legalmente não podem exceder cinco trabalhadores. As câmaras municipais, depois de analisados e autorizados os processos no NTL, ficaram responsáveis pela fiscalização. A obrigatoriedade de se proceder ao tratamento dos resíduos resultantes do processo de fabrico, a que geralmente designam “águas russas”, foi uma das exigências que ditou a morte de grande parte dos 118 lagares. Segue-se a falta de capacidade financeira para introduzir as mudanças nos lagares, nomeadamente a construção de casas de banho, e a remodelação do piso e paredes. Registaram-se também alguns casos de pessoas que por terem uma idade já avançada preferiram abandonar a actividade. Na região a maior parte dos lagares situa-se no norte do distrito e no concelho de Santarém. Localidades onde estão também sedeados os lagares do tipo 4. Só no concelho de Santarém existem 10 desta categoria. Abrantes tem cinco, seguindo-se Torres Novas (4) e Tomar (3).

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