Economia | 21-03-2006 16:44

PCP alerta para prejuízos na produção de vinho, beterraba e tomate

A Direcção da Organização Regional de Santarém (DORSA) do PCP alertou hoje em comunicado para os problemas dos agricultores do distrito na produção de vinho, beterraba e tomate, que estão a ser prejudicados pela crise do sector.A "subida dos preços dos factores de produção e da descida dos preços ao produtor" está a causar problemas estruturais em "importantes sectores da actividade agrícola da região" que agora "têm o futuro comprometido", acusa o PCP em comunicado.Para os comunistas, existe "uma desarticulação completa com os interesses dos agricultores e da agricultura do Ribatejo" por parte do Governo, que não atende à situação dos pequenos produtores."Em consequência, o abandono de terras agrícolas aumenta assustadoramente, levando ao êxodo das populações rurais e à desertificação, e conduzindo a mais desequilíbrios ecológicos, na paisagem e na gestão das espécies cinegéticas", alertam os comunistas.No vinho, a DORSA do PCP denuncia aquilo que considera uma "grave crise" porque "os preços à produção já não cobrem os custos, e o escoamento da produção é muito difícil, dada a invasão de vinhos provenientes do exterior, sem qualquer fiscalização".Entretanto, "as adegas cooperativas atravessam as mais graves dificuldades financeiras desde há décadas" e os "os consumidores pagam o vinho cada vez mais caro", alerta o documento.No que respeita à produção de beterraba, concentrada na zona sul do distrito, o PCP critica a "política comunitária e nacional que teima em baixar os preços à produção" bem como a quota do país, o que "põe em causa a continuidade do sector" agro-industrial, com o encerramento das empresas de transformação.Sobre o tomate, o PCP critica as sucessivas "descidas dos preços à produção, assim como com novas exigências na classificação" do produto, que estão a contribuir para "o fim de um sector também muito importante para a região e o país".No comunicado, os comunistas contestam ainda as "dívidas do Estado aos agricultores e suas organizações associativas da região" relativas "à formação profissional e à electricidade verde", bem como a "demora nos pagamentos relativos a projectos de investimento dos agricultores"."A DORSA do PCP reclama e exige do Governo uma nova política agrícola, que tenha em conta os interesses dos agricultores da região e do país, uma vez que as actuais políticas comprometem a soberania alimentar do país, e contribuem para a desertificação rural", conclui o comunicado.

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