Economia | 30-03-2006 22:04

Investimento privado no Almourol travado pela burocracia

Há quase cinco anos que o Grupo Lena aguarda por uma alteração de pormenor no Plano Director Municipal (PDM) da Barquinha para avançar com um investimento de 11 milhões de euros, a realizar à entrada de Constância. Os terrenos estão comprados, o projecto feito. Mas há quase cinco anos que não passa do papel por causa de uma questão de pormenor, entravada pela burocracia do Estado.Para a concretização do empreendimento turístico da Quinta do Almourol - promovido pelo Grupo Lena e localizado em frente ao Centro Náutico de Constância, embora já no concelho de Vila Nova da Barquinha – falta apenas efectuar uma alteração ao PDM do concelho.Só que a alteração da alínea do plano que permitirá realizar aquele investimento turístico num espaço florestal tem emperrado em diversas “vicissitudes” e em sucessivas mudanças de pasta governamentais. Como admitiu na quinta-feira o presidente da Câmara da Barquinha, Vítor Pombeiro (PS), na conferência de imprensa realizada para fazer o balanço do projecto Parque Almourol.A morosidade do processo – que o presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), José Eduardo Carvalho, apelida de “insensibilidade brutal por parte do poder central em relação aos procedimentos para licenciamentos urbanísticos” – tem atrasado a rentabilidade de um projecto mais abrangente como é o Parque Almourol.O projecto, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), com apoios estatais e da União Europeia, tinha na sua génese três grandes objectivos: dinamização económica das zonas ribeirinhas do Tejo entre Abrantes e Chamusca (aldeia do Arripiado), requalificação urbana nas áreas envolventes e garantia da prática do turismo activo numa extensão de 12 quilómetros.

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