Economia | 13-04-2006 12:29

Director geral de O MIRANTE defende desinvestimento nos núcleos da Nersant

O director geral de O MIRANTE defendeu ontem num seminário em Santarém que a Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant) deve “desinvestir nos vários núcleos e criar forças a partir de Santarém e Torres novas de forma a complementar sinergias”. Joaquim António Emídio, na sua intervenção no seminário sobre o “Desenvolvimento Económico do Concelho de Santarém”, considerou ainda que assim é possível também dar “consistência aos projectos associativos” e “responsabilizar no seu todo os agentes associativos de cada sub-região”. Desta forma, sublinhou, evita-se que se que se “crie a ideia de que o NERSANT pode ser uma associação com uma gestão híbrida em que existe um líder regional e vários lideres locais”.Joaquim António Emídio disse que acredita no trabalho dos líderes locais, “mas não acredito em lideranças descentralizadas”, comentou.O líder de O MIRANTE constatou ainda a ausência de massa crítica no concelho a par da falta de qualidade do poder político que governou o concelho nos últimos anos.Uma opinião partilhada pelo presidente da Câmara de Santarém que criticou quem deixou o anterior poder emaranhar-se na teia do clientelismo e do caciquismo.Francisco Moita Flores constatou também que a Nersant se aliou à hegemonia de bloco central PS/PSD do norte do distrito percebendo onde estava o poder, em detrimento de Santarém.O edil de Santarém afirmou que, em matéria de investimento e desenvolvimento do concelho, vai continuar a apostar nas parcerias publico-privadas, “face à nula capacidade de investimento da câmara que só pode gerir e pagar dívidas nos próximos dois anos”. Em conjunto com o combate à burocracia, a preservação do património municipal e a melhoria das acessibilidades internas do concelho.O presidente da Nersant sugeriu que a Câmara de Santarém se concentre nos próximos anos em proporcionar condições às empresas e à economia para que o concelho se desenvolva.“É também necessário que Santarém se pronuncie sobre os grande projectos regionais e incremente a sua relação com a Nersant como parceiro no desenvolvimento”, sustentou José Eduardo Carvalho.O líder da Nersant defendeu ainda a realização de um plano de desenvolvimento urbano a dez anos em Santarém, que explicite bem as condições para realização de projectos capazes de trazerem mais valias.

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