Economia | 19-04-2006 09:50

Mais competitividade para a Opel de Azambuja

O ministro da Economia, Manuel Pinho, defendeu esta terça-feira um processo de aumento da competitividade da fábrica na Opel da Azambuja semelhante ao conseguido para a Auto Europa.O governante, que disse estar a "acompanhar de muito perto, desde Fevereiro", a situação daquela empresa, considerou importante "dar maior competitividade" à fábrica."Foi o caso da Auto Europa, queremos que seja o caso da Opel, respeitando, naturalmente, os centro de decisão internacionais da própria empresa", afirmou Manuel Pinho, à margem da cerimónia de lançamento do Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA), na Maia.Os trabalhadores da General Motors (GM) Portugal manifestaram já várias vezes a sua preocupação quanto ao futuro da fábrica da Opel da Azambuja, alertando nomeadamente que o encerramento em 2009 poderia criar "uma catástrofe social na região".O porta-voz da GM Portugal, Nelson Silveira, garantiu em Fevereiro que os modelos Opel Combo continuarão a ser produzidos em Portugal até 2009 e que a possibilidade de encerramento da fábrica em 2008, noticiada pela imprensa, é "pura especulação".Esta posição foi hoje de alguma forma corroborada pelo ministro da Economia, que, quando confrontado com a possibilidade de encerramento da fábrica em 2008, respondeu: "não é essa a informação de que disponho".A fábrica da Azambuja registou em 2005 uma produção recorde de 73.711 unidades, dos quais 65 por cento Combo Van (comerciais ligeiros) e 35 por cento Combo Tour (ligeiros de passageiros).Questionado sobre os alertas do banco de Portugal para a continuação do crescimento da despesa pública em 2005 e para o atraso estrutural da economia portuguesa, Manuel Pinho considerou que os números do ano passado "foram os possíveis"."Estamos no meio de um processo de consolidação orçamental.Por vezes, nestes processos, há economias que retrocedem. A nossa não.Temos uma estratégia, que é o Plano Tecnológico, e estabilidade para continuar", disse, sublinhando que "os indicadores avançados do Banco de Portugal revelam que a situação está a melhorar".Face às novas subidas do preço do petróleo e de matérias- primas como os metais, Manuel Pinho considerou que o único caminho que resta a Portugal é "ser cada vez mais competitivo".O ministro considerou exemplo dessa competitividade desejada para a economia nacional o CEIIA, um centro que conta com a colaboração de indústrias do sector automóvel, como a Auto Europa e a Pininfarina, e do norte-americano MIT.Em funcionamento desde Setembro de 2005, graças a um investimento de dez milhões de euros, o CEIIA só hoje foi oficialmente lançado, apesar de contar já com um trabalho de formação em curso dos seus engenheiros e com uma carteira de quase 30 clientes nacionais e estrangeiros.Depois de visitar o centro, Manuel Pinho foi o primeiro a poder ver o novo "Enjoy", um veículo de produção restrita da Pininfarina e em cuja concepção colaboraram parcialmente engenheiros do CEIIA.

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