Economia | 15-05-2009 13:34

Trabalhadores da IFM manifestam-se contra lay-off e salários em atraso

Trabalhadores da IFM manifestam-se contra lay-off e salários em atraso
Cerca de cinquenta trabalhadores da IFM, de Tomar, manifestaram-se esta manhã em Santarém contra a incerteza quanto ao futuro da empresa e reclamando o pagamento do salário de Abril, que se encontra em atraso. Funcionários e sindicalistas reuniram-se com Luís Ferreira, adjunto do governador civil de Santarém, tendo expressado o seu descontentamento pela intenção da administração da empresa em recorrer ao lay-off sem o acordo dos funcionários. A IFM encontra-se com dificuldades financeiras para respeitar os seus compromissos com trabalhadores e fornecedores. A fábrica parou a produção no início de Abril, por incapacidade financeira para manter a laboração, depois das quebras de encomendas e dos preços no mercado.Tal como O MIRANTE já havia referido anteriormente, a administração da Indústria de Fibras de Madeira (IFM) propôs a 200 dos seus 240 trabalhadores que passem ao regime de lay-off por seis meses com redução do horário de trabalho para metade e garantindo o pagamento de dois terços do vencimento. Trabalhadores e sindicato questionam se o lay-off é a melhor medida para a situação da empresa e já pediram a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) para avaliar se a empresa reúne pressupostos para recorrer a essa solução nos termos da lei.João Serpa, do Sindicato da Construção e Madeiras do Sul, deixou bem claro junto ao Governo Civil de Santarém que “qualquer medida que a empresa queira implementar terá que passar pelo pagamento dos salários em atraso aos trabalhadores”. O deputado comunista António Filipe associou-se à luta dos trabalhadores e afirmou que “o Governo se tem milhões para salvar a banca também deve ter dinheiro para ajudar empresas em dificuldades e que efectivamente produzem”.Jorge Themudo Barata, presidente do Conselho de Administração da IFM, já havia dito que o lay-off foi a solução encontrada para permitir que a empresa se mantenha a laborar a meio gás até final do ano, de forma a permanecer no mercado e não perder os clientes.O processo da empresa está a ser analisado pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), esperando que durante o mês de Maio seja encontrada uma solução que permita não só dar liquidez à empresa, mas também aligeirar compromissos, nomeadamente com a banca.Reafirmando que a empresa, essencialmente exportadora, "tem mercado", Jorge Themudo Barata voltou a descartar qualquer intenção de reduzir o efectivo de 240 trabalhadores, considerado essencial para assegurar a competitividade que acredita que a IFM voltará a ter, ultrapassada a fase difícil que atravessa actualmente.

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