Economia | 25-05-2009 15:26

Autoridade vai à Platex na terça-feira para exigir pagamento dos salários

Autoridade vai à Platex na terça-feira para exigir pagamento dos salários
O Ministério do Trabalho vai requerer à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a fiscalização da aplicação do 'lay-off' na Platex/IFM - Indústria de Fibras de Madeira, garantiram hoje os sindicalistas. O delegado do Sindicato da Construção e Madeiras do Sul, João Serpa, esclareceu - no final de uma reunião com assessores do secretário de Estado do Emprego, Fernando Medina - que "na terça-feira a ACT vai à empresa, em Tomar, para exigir a regularização do pagamento dos salários em atraso".Por outro lado, segundo o sindicalista, os responsáveis do ministério garantiram que irão ser fiscalizadas as condições em que se iniciou a aplicação do 'lay-off' (suspensão temporária dos contratos de trabalho) a partir de hoje e, "se for caso disso, haverá processos de contra-ordenação". João Serpa afirmou que a empresa não cumpre os requisitos previstos na lei para aplicar o 'lay-off' porque existem salários em atraso referentes ao mês de Abril e não há garantia de pagamento das remunerações de Maio. O sindicalista relatou ainda que os assessores de Fernando Medina disseram que "estão em contacto com o Ministério da Economia e sabem que há um processo em curso que pode conduzir à reestruturação financeira" da Platex/IFM. Cerca de uma centena de trabalhadores da Platex/IFM de Tomar deslocaram-se hoje a Lisboa para tentar garantir a sobrevivência da empresa e a manutenção dos seus postos de trabalho. Os restantes trabalhadores de um total de 226 mantêm-se à porta da empresa, onde se encontram há uma semana. Os trabalhadores marcaram um plenário para terça-feira nas instalações da fábrica. Uma delegação de trabalhadores foi recebida ao final da manhã no ministério da Economia onde pediu ajuda financeira para viabilizar a empresa, a única a produzir Platex em Portugal e que exporta 70 por cento do que fabrica. Estava também prevista uma reunião com o administrador da empresa em Lisboa que foi cancelada, segundo Aquilino Coelho, do Sindicato da Construção e Madeiras. Este sindicalista explicou que a empresa decidiu colocar 100 trabalhadores a laborar 15 dias, enquanto outros 100 ficavam em casa, trocando-se os grupos no final de 15 dias. Os restantes 26 trabalhadores (de um total de 226) continuariam a laboral normalmente nas áreas da portaria, refeitórios e na Etar. A empresa enfrenta problemas financeiros, deixou de pagar aos fornecedores e não tem matéria-prima para laborar. O administrador da empresa pediu uma ajuda de cinco milhões de euros para viabilizar a Platex/IFM, mas os assessores do Ministério da Economia que receberam a delegação de trabalhadores disseram que a solução passa pelos accionistas da empresa, pelos credores, como o banco BES e pelo Estado.

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