Economia | 14-01-2013 14:00

Empresas não estão a aproveitar excelente mão-de-obra disponível existente em Portugal

O ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares durante a assinatura do protocolo de colaboração no âmbito do programa Impulso Jovem. Iniciativa realizou-se no auditório do Centro de Formação, em Santarém
Quatro meses após a implementação do programa Impulso Jovem, o Governo decidiu expandir o projecto abrangendo também a região de Lisboa e Vale do Tejo. Apesar da região não estar incluída no financiamento europeu, o Governo decidiu avançar com este projecto nesta região com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, veio a Santarém, na manhã de segunda-feira, 14 de Janeiro, assinar o protocolo de Cooperação Impulso Jovem com os representantes da Associação Nacional de Empresárias, Associação Portuguesa de Deficientes e Confederação dos Serviços de Portugal. A sessão de esclarecimentos e a assinatura de protocolos realizou-se no auditório do Centro de Formação de Santarém e contou com a participação da presidente da Nersant, Salomé Rafael, com o presidente do IEFP do distrito de Santarém, Octávio Oliveira, com o director executivo do Programa Impulso Jovem, Vítor Moura Pinheiro, e com o presidente do Compete, Franquelim Alves.Miguel Relvas garante que o programa Impulso Jovem começa a contribuir para minorar a difícil situação do desemprego em Portugal. A aposta neste programa deve-se à vontade do Governo de querer combater o desemprego, sobretudo o desemprego entre os jovens. Para isso, pretendem eliminar o “desconhecimento” que os empresários ainda têm sobre “esta forma de estimular” a contratação de jovens inscritos nos centros de emprego. “Muitos jovens não encontram trabalho mas há outra forma de olhar para esta realidade. As empresas não estão a aproveitar o potencial da excelente mão-de-obra disponível existente em Portugal”, reforçou o ministro durante o seu discurso.Em 2012, mais de 71 mil jovens foram abrangidos em acções de formação profissional certificada, ou seja, mais 16 mil do que no ano anterior. Relvas afirma que o Governo está a aproveitar fundos europeus para combater o desemprego jovem e é sua intenção aderir “o mais cedo possível” a outra iniciativa comunitária, a Garantia Jovem, que se encontra ainda em fase de concepção. “O Governo antecipa-se assim a esta recomendação de Bruxelas e, através do Impulso Jovem, pretende dar já os primeiros passos na sua aplicação aliando a concretização de estágios profissionais à formação profissional”, explicou.O ministro fez questão de sublinhar que o sucesso no combate ao desemprego não se consegue sem o “envolvimento” da comunidade, das organizações da sociedade civil, da economia social e das empresas. “Não bastam os incentivos financeiros mas a luta contra o desemprego é uma tarefa que exigirá aos portugueses também um forte espírito de solidariedade. Estamos no bom caminho para encontrarmos soluções que proporcionem à juventude portuguesa um futuro melhor”, concluiu.

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