Economia | 25-01-2013 00:03

Associação Industrial Portuguesa vai avaliar consequências da nova lei da facturação

A AIP – Associação Industrial Portuguesa vai estudar e avaliar os impactos da aplicação da nova lei da facturação junto dos pequenos e médios empresários e promete fazer chegar esses resultados às autoridades tributárias e ao governo. A garantia é do director geral da AIP, Nelson de Souza, que falou a O MIRANTE à margem de uma sessão de esclarecimento sobre o assunto, que juntou mais de centena e meia de empresários na sede da AIP em Lisboa na tarde de 24 de Janeiro.“Ainda é cedo para se perceber o impacto e o peso administrativo que este conjunto de obrigações vai acarretar para as empresas, sobretudo as de menor dimensão. Vamos ficar atentos e faremos uma avaliação da situação, de forma a transmitir a nossa posição às autoridades tributárias e ao governo”, anunciou o responsável. Desde o dia 1 de Janeiro de 2013 que a emissão de factura é obrigatória para todas as transmissões de bens e prestações de serviços, como um simples café, ainda que os adquirentes não a solicitem. Nelson de Souza admite que sempre que há introdução de “mecanismos formais em sectores informais” da economia acabam por surgir dificuldades. “Por um lado temos de manter vivo um conjunto de actividades geradoras de emprego, sobretudo nesta conjuntura. Mas não podemos deixar de visar a redução do fenómeno da informalidade na economia portuguesa. É na consideração destes dois factores, aparentemente contraditórios, que a AIP se posiciona e vai estudar e avaliar atentamente as consequências”, nota. O elevado número de empresários presentes na sessão é para o responsável representativa das muitas dúvidas que ainda assolam os pequenos e médios empresários portugueses.* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE.

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