Economia | 09-10-2013 15:36

Empresários participantes na Convenção da AIP defendem transparência na fixação dos preços da energia

"Se eu quiser arranjar inimigos em Portugal basta-me falar de energia". A frase foi dita por Daniel Bessa, antigo ministro da Economia, durante o comentário às conclusões do primeiro painel da Convenção Empresarial da AIP - Sobreviver e Crescer, que decorre durante hoje ao longo do dia, em Lisboa, no Centro de Congressos da Junqueira. Grande parte do tempo disponibilizado para a discussão do tema Custos e Financiamento de Produção", que que participou, Carlos Lopes de Sousa da empresa SIT de Abrantes, foi ocupado com os custos da energia. Todos os intervenientes referiram a necessidade de serem clarificados os factores que determinam o preço a que a energia é comercializada. Uma das propostas feita por um dos participantes foi a do entendimento de todas as empresas a nível regional "constituição de um sindicato" para a compra de energia em conjunto, a fim de conseguir preços mais baixos. Apesar de muito aplaudida pelos mais de mil participantes presentes no auditório, a ideia não entusiasmou Daniel Bessa. "Não será fácil", disse. O relator do painel optou por defender que a entidade reguladora do sector deve exigir transparência na fixação dos preços para que os consumidores fiquem a saber, por exemplo, qual o peso dos impostos nos preços praticados. "Neste momento não podemos dizer muito sobre este assunto pois não há transparência mas se soubermos que, por exemplo o peso dos impostos nos custos da energia é excessivo, poderíamos estudar o que fazer a nível fiscal, por exemplo", afirmou Daniel Bessa. Antes do almoço, que ainda decorre foi ainda discutido o tema "Qualidade de Gestão em Portugal". Um dos participantes no painel defendeu a necessidade de mais formação para os empresários e quadros das empresas, afirmando que "as empresas familiares à antiga" terminaram porque "a capacidade de gestão não nasce com as pessoas nem é algo que se compre nos supermercados", disse. Foi também referido que os recursos humanos são o valor fundamental das empresas pois são os únicos activos capazes de valorizar todos os outros factores de produção. A liderança foi considerada essencial mas foi realçado que liderar é comandar e não mandar.

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