Economia | 16-10-2013 19:21

Mira Amaral diz que o Governo não precisa de um novo Tribunal Constitucional para fazer o que já devia ter feito

Mira Amaral diz que o Governo não precisa de um novo Tribunal Constitucional para fazer o que já devia ter feito
O presidente do banco BIC, Mira Amaral, utilizou os exemplos de sucesso dos empresários que participaram no último painel da Convenção Empresarial - Sobreviver e Crescer, para incentivar o Governo a fazer mais do que tem feito pela economia nacional. “Eles não estiveram à espera de ter leis laborais perfeitas e um sistema de justiça que funcionasse para ter sucesso e eu recomendaria ao Governo que não estivesse à espera de ter uma Constituição perfeita e um Tribunal Constitucional perfeito para fazer aquilo que já devia ter feito”, afirmou.O tema Inovação e Exportação foi discutido por Paulo Pereira da Silva da Renova, José Manuel Fernandes da Frezite, Amândio Santos da Derovo e Paulo Ribeiro da Unitom. Num tom vivo e descontraído, Mira Amaral aproveitou a intervenção final para incentivar as pequenas e médias empresas portuguesas que queiram internacionalizar-se a crescerem e desenvolverem-se, porque muitas “não têm escala mínima para competirem em mercados mais globais”. E deixou mais alguns conselhos. “Eu tenho explicado a muita gente que ir para mercados como o de Angola não é solução para quem está a ficar falido. Esses se forem morrem mais depressa. A única vantagem que podem tirar é o facto de lá os caixões poderem ser mais práticos. Quem vai conseguir internacionalizar-se e entrar em novos mercados é quem está bem preparado e quem já conseguiu vencer em Portugal”.Depois de lembrar de forma divertida que nos primeiros tempos as empresas falhavam porque enviavam para o estrangeiro os recursos humanos de segunda que tinham em Portugal, Mira Amaral referiu-se a quem ainda não percebeu o que é a internacionalização. “Um país começa a internacionalizar-se quando se abre ao exterior com um fluxo de importações e exportações e isso Portugal fez há muitos anos. Do que se fala agora é de outra fase. É da presença física, comercial e industrial nos mercados onde queremos estar. Se não estivermos lá; se não pusermos lá as fábricas, não conseguimos”, alertou.

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