Economia | 16-10-2013 19:21

Primeiro-Ministro elogia ajustamento do sector privado

Primeiro-Ministro elogia ajustamento do sector privado
O primeiro-ministro, Passos Coelho, defendeu na abertura da convenção da AIP - Sobreviver e Crescer, que o sector privado fez um ajustamento “muito mais veemente, rápido e profundo” e com maiores “sacrifícios” que o sector público, constrangido por motivos “legais”.“O ajustamento do lado privado foi muito mais veemente, rápido e profundo. Mas nem sempre essa percepção ou as consequências que resultam dela são devidamente apreendidas por toda a gente que intervém no debate público”, argumentou Passos Coelho.O chefe do executivo referiu-se às “dificuldades a propósito das medidas que o Governo deve adoptar para controlar a despesa pública primária”, nomeadamente a que “tem maior dimensão, que são os salários, as pensões e as transferências sociais”.“O nível de redução que foi efectuado pelas políticas públicas nestas áreas, que pesam mais de 75% da despesa do Estado, compara mal com a contracção que foi feita no sector privado”, declarou. Segundo Passos, “ficou claro, com a publicação (dia 8 de Outubro) do boletim de Outono do Banco de Portugal, que no sector privado as empresas agiram de acordo com as condições”. “À medida que a desalavancagem financeira teve lugar e que a procura interna se exprimiu de uma forma mais forte, as empresas procuraram, em primeiro lugar, viabilizar a sua existência, procurando também conservar o emprego, congelando os salários, depois reduzindo os salários, em simultâneo procurando adaptar-se a novas condições de mercado, algumas delas voltarem-se ainda mais para o exterior”, sustentou. “Todas estas condições, que pragmaticamente foram enfrentadas pelas empresas, o Estado tem mais dificuldade, do ponto de vista legal, até, em acompanhar. O que não significa que para o país não seja igualmente importante”, disse.

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