Economia | 04-12-2013 15:50

Ganha corpo a ideia de envolver as escolas na educação para o empreendedorismo

Ganha corpo a ideia de envolver as escolas na educação para o empreendedorismo
Pessoas empreendedoras podem gerar riqueza e postos de trabalho e ajudam a alavancar a economia de um país, razão pela qual os professores têm que ser sensibilizados para educar os mais jovens para o empreendedorismo. A competitividade, a inovação e o crescimento económico dependem da capacidade e de atitudes empreendedoras, quer para a criação de novos negócios, quer para criação de inovação dentro das empresas. Estas foram apenas duas das ideias-chave retiradas da conferência “Educação, Empreendedorismo e Emprego” realizada na passada semana no Instituto Politécnico de Tomar (IPT). “É nas escolas que se deve dar um contributo para a cultura do espírito empreendedor”, defendeu Olinda Sequeira, moderadora do debate. A sessão, organizada pelo Centro de Empreendedorismo e Inovação (CEI) do IPT, contou com as intervenções do Secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, Francisco Pegado, técnico superior do IAPMEI e responsável pela área do empreendedorismo no Médio Tejo, do Presidente da direcção do Clube “Business Angels” de Santarém, Pedro Nunes e António Campos, presidente da Comissão Executiva da NERSANT. Com a promoção desta conferência, o Centro de Empreendedorismo e Inovação do Instituto Politécnico de Tomar pretendeu criar um espaço de debate sobre quais podem ser os pontos de impulso do crescimento económico. “Não temos falta de conhecimento mas sofremos da incapacidade de passar esse conhecimento para a economia, fruto da ausência de uma cultura empreendedora”, considerou Olinda Sequeira, que também é directora do CEI, dando o exemplo de que o primeiro curso de Empreendedorismo nos Estados Unidos data de 1948. Na mesma linha de pensamento, a directora da Escola Superior de Gestão do IPT, Conceição Fortunato, frisou a componente prática que é comum a todos os cursos leccionados nesta escola onde se fomenta o espírito empreendedor dos alunos que, para além de trabalhos práticos, realizam um estágio em contexto real de trabalho no final da sua formação. Referiu ainda que o CEI tem vindo a realizar um trabalho nas escolas secundárias da região com vista à formação dos professores, sensibilizando-os para a questão do empreendedorismo.António Campos, da NERSANT, falou dos projectos “EmprEscola” e “EmpreCriança”que ajudam a despertar o empreendedorismo junto das crianças, realçando que a associação empresarial trabalha nestas matérias desde 1999, tendo já ajudado a criar cerca de 400 empresas. “Se querem ser empresários devem gostar de arriscar e não podem querer um emprego das nove às cinco. Os empreendedores são pessoas com uma grande capacidade de sacrifício e espírito de liderança”, disse à plateia constituída, na sua maioria, por alunos do IPT. O Secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, destacou o papel da NERSANT no campo do empreendedorismo e criação de valor na região. “É aquilo que pode ser um extraordinário exemplo do que é uma organização empreendedora. Não se limita ao serviço mínimo e não limita a sua missão aos seus associados. Ao longo do tempo, tem procurado uma actividade de inovação e foi pioneira na introdução do empreendedorismo na componente educativa”, disse. Octávio Oliveira considera que empreendedorismo não passa só pela criação do auto-emprego em momentos de crise, estendendo-se a uma “lógica de inovação, de alterar o que existe e pela busca de novas soluções”.

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