Economia | 23-12-2013 14:30

Crise revelou tenacidade e dinamismo das empresas e empresários da região

Crise revelou tenacidade e dinamismo das empresas e empresários da região

Distinguidos com os prémios “Galardão Empresa do Ano” arregaçaram as mangas para fintar os tempos adversos e apenas pedem ao governo que não lhes complique mais a vida e que os deixe trabalhar.

Os empresários da região estiveram à altura e responderam com mais trabalho à palavra crise. A ideia foi veiculada por vários interlocutores na cerimónia “Galardão Empresa do Ano”, decorrida na noite de quinta-feira, 19 de Dezembro, na Casa do Campino, em Santarém. A iniciativa da Associação Empresarial de Santarém - Nersant e de O MIRANTE, realiza-se desde 2000 e distingue as melhores empresas e empresários da região. “As empresas que encerraram desde 2008, altura em que se sentiu esta crise, em termos de insolvência somam 112.583 mas as dissoluções oficiosas aumentaram para 193 mil. É um número assustador mas importa referir que, no distrito de Santarém, ficamos longe da média nacional”, referiu Maria Salomé Rafael, presidente da Nersant. Por este motivo, considerou, “o distrito de Santarém tem empresários pró-activos, lutadores, com tenacidade e que há muito tempo perceberam aquilo que tinham que fazer, independentemente das contrariedades que enfrentam todos os dias”.Os prémios “Galardão Empresa do Ano”, relativos ao ano de 2011, foram entregues às seguintes empresas: DAI-Sociedade Desenvolvimento Agro Industrial, SA (Empresa do Ano), Couro Azul/António Nunes Carvalho (PME do Ano), Gesfloresta, Consultadoria, Lda. (Microempresa do Ano), Rodalgés - Equipamentos Industriais/Rui e Ivo Paiva (Jovem Empresário do Ano), Isabel Coimbra/Hotel Segredos - Vale Manso (Mulher Empresária) e José Manuel Roque (Prémio Carreira Empresarial).No discurso “politicamente menos correcto” da noite, o empresário José Manuel Roque pediu aos políticos que deixem os empresários fazerem o que eles não sabem. “Mais cego é o que não quer ver. Temos que nos indignar, apontar e revoltar. Será que o país ainda não percebeu que o que a política não faz a economia se encarrega de fazer?”, disse. Uma ideia compreendida pelo secretário de Estado do Emprego, Octávio Oliveira, presente na cerimónia. “Os empresários precisam que o Estado os deixe trabalhar e que haja o mínimo de carga fiscal possível”, disse. O governante que prestou um tributo aos galardoados da noite mas também aos organizadores da iniciativa, Nersant e O MIRANTE, “dois actores muito competitivos, que marcaram as últimas três décadas da região”. Os mais jovens a subir ao palco para receber o galardão foram os irmãos Ivo e Rui Paiva, gestores da Rodalgés - Equipamentos Industriais, Lda, empresa no mercado das rodas e rodízios, em Coruche. “Somos uma equipa jovem mas também séria quando é preciso trabalhar. Portugal não é só a crise. Devemos aproveitar ao máximo as oportunidades que nos surgem. É sempre possível criar algo melhor”, referiu Ivo Paiva que partilhou o Galardão “Jovem Empresário” com o irmão, Rui Paiva. O Galardão Empresa do Ano 2011, atribuído à DAI - Sociedade Desenvolvimento Agro Industrial, SA, uma das maiores empregadoras do concelho de Coruche, é para o administrador da empresa, José Cabrita, “um motivo de orgulho”. O empresário partilhou a distinção com Diamantino Diogo, presidente da “Caixa de Coruche”, que disse ser o principal responsável pelo facto da empresa estar sediada em Coruche e não noutro ponto do país, com os directores da empresa, nomeadamente, o director-geral Jorge Correia, não esquecendo os colaboradores da DAI que constituem uma equipa altamente profissional e preocupada com a inovação. “Provavelmente fazem em Coruche o melhor açúcar do mundo, aos melhores custos”, afirmou. “Se em 2011 era difícil ser empresário, em 2013 é muito pior mas, penso, que com dedicação e trabalho tudo se consegue”, disse Maria Isabel Rosa Coimbra, distinguida com o galardão “Mulher Empresária”, prémio que aplaude o empreendedorismo feminino. A empresária abrantina, gestora do Hotel “Segredos de Vale Manso”, junto à barragem do Castelo do Bode, acredita que a região, “ainda um pouco desconhecida” vai ser uma referência ao nível empresarial.Fernanda Dias, sócia-gerente da empresa “Gesfloresta”, em Coruche, recebeu com orgulho o galardão de “Microempresa do Ano 2011”. No palco, partilhou o prémio com o seu sócio e marido, Gonçalo Dias, não esquecendo de mencionar os nomes dos elementos da equipa que a acompanha. “Queremos continuar a prestar um serviço de excelência para que os nossos clientes se sintam bem a trabalhar connosco”, referiu. “Queremos endossar este prémio a todas as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) da região que, diariamente, lutam procurando, incessantemente, a competitividade, eficiência e eficácia que, muitas vezes, a envolvente externa nos retira”, referiu Pedro Carvalho, presidente do conselho de administração da Couro Azul, empresa de Alcanena que integra o grupo “António Nunes de Carvalho”, distinguida com o galardão “PME do Ano 2011”. O empresário lamentou “a obesidade burocrática, a justiça inoperante e os custos de actividades asfixiantes” enquanto condicionantes da internacionalização. “Muitas vezes penso que este país não é para PME’S mas, ainda assim, temos na região muitos bons exemplos de empresas que conseguem vingar em mercados internacionais extremamente exigentes”, frisou.

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