Economia | 24-07-2014 11:46

Inaugurada na Carregueira a primeira Unidade de Regeneração de Óleos Usados do país

Inaugurada na Carregueira a primeira Unidade de Regeneração de Óleos Usados do país

Empresa Enviroil investiu cerca de oito milhões e meio de euros em projecto inovador

O secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, inaugurou na tarde de quinta-feira, 17 de Julho, a Unidade de Regeneração de Óleos Usados da empresa Enviroil, situada no Eco Parque do Relvão, na Carregueira, concelho da Chamusca. Esta unidade é a primeira do país capaz de transformar os óleos lubrificantes em matéria-prima principal usada na fabricação de novos óleos lubrificantes. O investimento de cerca de oito milhões e meio de euros teve apoio do Governo. A previsão é da criação de 23 novos postos de trabalho, directos.A ideia da construção da unidade surgiu há seis anos, embora a empresa labore na área da recuperação de óleos há 14 anos. “Começamos a investir nesta área quando o óleo usado era transformado para ser usado como combustível. Aqueles que deram início a esta empresa tiveram visão de futuro e perceberam qual era o caminho a trilhar”, afirma o gerente da empresa, Rui Lopes. A Enviroil instalou-se inicialmente em Torres Novas, onde ainda possui aquela unidade. O objectivo inicial era ampliar as instalações em Torres Novas mas como a câmara municipal nunca lhes deu respostas concretas, os gerentes da Enviroil foram à procura de alternativas. O primeiro local que visitaram foi o Eco Parque do Relvão. “Fomos muito bem recebidos e como aqui existem todas as condições nem pensamos duas vezes”, explica Rui Lopes a O MIRANTE.Durante o discurso da cerimónia de inauguração, o empresário criticou o facto de competir num mercado “muito” desigual, onde a maioria das empresas do ramo “continuam” a funcionar “sem qualquer cuidado ambiental”, disse. Por causa disso o percurso da empresa tem sido difícil. “Neste sector, colocar no mesmo plano empresas que investem milhões para dar corpo a uma política ambientalmente responsável com outras que se limitam a vender óleo usado como se se tratasse de combustível, não é correcto”, sublinhou, acrescentando que o que preocupa os responsáveis da empresa é a falta de regulação do licenciamento e de fiscalização. “Era importante que a tutela olhasse para esta situação com olhos de ver”, concluiu.O secretário de Estado do Ambiente admitiu existirem problemas na fiscalização das empresas e explicou que desde o ano passado que está a ser feita uma fiscalização mais apertada. Paulo Lemos elogiou a política na empresa que aposta na chamada “economia verde” e que essa é também a aposta do Governo para o futuro. O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado (PS), alertou o governante para os constrangimentos que são colocados às empresas que laboram nas áreas ligadas ao ambiente devido à legislação aplicável. “Conseguimos perceber que existem alguns constrangimentos que colocam em causa o investimento que fazem no nosso território e que também condiciona a sua rentabilidade”, referiu, numa alusão ao facto de os projectos de investimento para o Eco Parque do Relvão serem penalizados devido às fracas acessibilidades.Paulo Queimado referiu-se à não construção de novas vias rodoviárias no eixo Almeirim - Alpiarça - Chamusca - Vila Nova da Barquinha, que, afirmou, condiciona “brutalmente” o desenvolvimento das empresas. “Neste momento um dos grandes problemas que temos no nosso concelho, e nos concelhos vizinhos, é que as empresas colocam os seus veículos pesados a circularem cada vez mais pelas estradas nacionais. O problema é que essas estradas estão a ficar cada vez mais destruídas porque não estão dimensionadas para este tipo de transporte. É muito importante criar um eixo rodoviário que permita que os veículos pesados circulem em segurança”, alertou.

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