Economia | 11-11-2015 17:46

Recheio da ex-Multiflow vendido em leilão para várias partes do mundo

Equipamentos foram comprados por investidores do Dubai, Espanha, Portugal e Itália. Fecho daquela unidade fabril lançou mais de uma centena de pessoas no desemprego.

Grande parte do recheio da antiga fábrica de detergentes e produtos de limpeza da Multiflow, no Sobralinho, empresa que entrou em insolvência há cerca de ano e meio e deixou mais de uma centena de pessoas no desemprego, foi vendido em leilão no final de Outubro.O leilão realizou-se numa unidade hoteleira de Vila Franca de Xira e foi transmitido online, em directo, para vários países. Além de quase 30 interessados que participaram fisicamente no leilão, houve compradores do Dubai, Espanha e Itália, que acompanharam o leilão via Internet. Promovido em parceria por duas leiloeiras, foram disputados cerca de 700 lotes, contendo desde balanças digitais a misturadores, cubas de inox, mobiliário, tanques, geradores, fornos, linhas de enchimento e outros aparelhos industriais.A empresa, recorde-se, não resistiu à crise e abriu insolvência depois de um Processo Especial de Revitalização mal sucedido. A produção da fábrica parou no final de Outubro de 2014 e 98 trabalhadores ficaram no desemprego. Antes disso outras duas dezenas de pessoas já tinham sido despedidas e outras 25 dispensadas em regime de lay-off, recebendo apenas um terço do vencimento. Mais de 190 credores reclamam créditos globais na ordem dos 12 milhões e 422 mil euros. Entre os principais credores da empresa, além dos trabalhadores, está a Caixa Geral de Depósitos, que reclama mais de três milhões de euros, a Colgate Palmolive Europe (413 mil euros), a Lisgarante (606 mil euros) e a Multigenial SGPS, que reclama mais de um milhão e 800 mil euros. Na lista de credores estão também empresas da região e do concelho, do país e da Europa.Há dois anos, um fundo de investimentos comprou 85% do capital da Multiflow, que detinha marcas como a Super Pop e a Feno, e que era gerida por outro fundo, a Totalflow Holding, que tinha como tarefa gerir a dívida a fornecedores e à banca. A meta era colocar a empresa do Sobralinho como um operador de referência no mercado de produção de bens de higiene e limpeza, o que não viria a acontecer.As instalações fabris foram construídas em 1955 destinadas a albergar um instituto de conservas de peixe. Nos anos 60 foram convertidas em unidades de produção de artigos de higiene para o lar. A Multiflow chegou a atingir um volume de facturação, em 2011, na ordem dos 27 milhões de euros. A empresa dedicava-se à produção de champôs, amaciadores e sabonetes líquidos e outros produtos de limpeza doméstica e industrial, como lixívias.

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