Economia | 10-03-2016 10:52

Agromais premiou Agricultor do Ano e fez balanço da campanha

Produtor José Luís Inverno foi o distinguido, enquanto Francisca Chaves Ramos recebeu o prémio de agricultor solidário. No habitual encontro anual, que decorreu na Golegã, foram abordadas outras questões, como o processo de emparcelamento de terras na zona, que se encontra na fase final.

A Agromais - Entreposto Comercial Agrícola entregou na tarde de quinta-feira, 3 de Março, na Golegã, o prémio Agricultor do Ano, que este ano distinguiu o produtor José Luís Inverno, de Riachos. Durante o já habitual encontro de agricultores, onde se fez um balanço da campanha do ano passado, foi também entregue o prémio de agricultor solidário do ano, no âmbito do Programa Restolho, a Francisca Chaves Ramos. José Luís Inverno é associado da Agromais desde 1988 e é um dos 20 maiores produtores de milho da Agromais e também produz tomate. O produtor agradeceu à família, aos empregados e às associações parceiras. Já Francisca Chaves Ramos recebeu o prémio agricultor solidário do ano no âmbito do Programa Restolho. Esta iniciativa combate o desperdício alimentar com recolha de produtos que ficam na terra e que depois revertem para instituições. Em 2015 envolveu cerca de 700 voluntários e foram recolhidos cerca de 16 toneladas de alimentos. Já quanto ao balanço da campanha passada, o director-geral da Agromais, Jorge Neves, lamentou não poder dar tão boas notícias sobre o panorama mundial da produção de trigo e milho que afecta também Portugal. O preço de venda do milho encontra-se “esmagado” e não há previsão de que a situação se altere, afirmou. O director da Anpromis - Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, José Luís Lopes, anunciou que foi entregue ao ministro da Agricultura um memorando sobre o emparcelamento de terras em Riachos, Golegã e Azinhaga ficando apenas por assinar o despacho. “Agora é uma decisão política”, disse. Finalizou a sua intervenção dizendo que hoje em dia é preciso resiliência da parte dos agricultores: “Temos de ter capacidade de resistir nesta época má, isto não está bom para ninguém.”. O presidente da Câmara Municipal da Golegã, Rui Lince Medinas, referiu a importância da actividade agrícola na Golegã e congratulou-se pelo processo de emparcelamento rural estar em desenvolvimento e a decorrer a bom ritmo. Mas lamentou o facto de o ministro da Agricultura não estar presente, como estava previsto, para dar a boa notícia aos agricultores. “Este não é um projecto de emparcelamento do país, é o projecto de emparcelamento do país numa zona de referência que é a nossa e deve constituir-se também como exemplo do que deve ser o aproveitamento dos dinheiros públicos num projecto que traz competitividade às explorações e empresários agrícolas”, finalizou. O engenheiro Mário Antunes falou nos apoios aos investimentos e sobre as candidaturas no âmbito da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), que começou em 2015 e que vai até 2020. Destacou o importante e fundamental apoio das organizações que com uma maior interligação entre a Agrotejo, Agromais e Agromais plus, podem com mais facilidade satisfazer as necessidades dos agricultores no que respeita a planos de exploração, planos de fidelização e apoios nos cadernos de candidatura. A aplicação de fitofármacos, de que tanto se fala hoje em dia, também esteve presente nas intervenções. Mário Antunes referiu a importância da formação e obtenção do cartão do aplicador para aplicar os produtos. A cerimónia contou ainda com a presença de Elizete Jardim, directora regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo, e de Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas.

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