Economia | 17-03-2016 14:59

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A venda dos estúdios da Plural Entertainment em Vialonga a outra empresa de produção de ficção televisiva, a Coral, em nada vai afectar o concelho de Vila Franca de Xira. A garantia foi dada na última semana pelo presidente do município, Alberto Mesquita (PS), depois da notícia que dava conta da venda dos estúdios onde, durante anos, se produziu a maioria da ficção nacional.“A Coral é neste momento uma das maiores empresas de audiovisual do país e vai continuar a funcionar nos estúdios de Vialonga, onde vão continuar a ser produzidas muitas ficções para a RTP e SIC. Vialonga e o concelho não saíram prejudicadas desta venda, bem pelo contrário. A produção cinematográfica vai desenvolver-se. Se os estúdios fechassem de todo, isso sim, era preocupante”, explicou o autarca, à margem da última reunião de câmara, onde o assunto foi abordado.Entendimento diferente tem a oposição, com Rui Rei, da Coligação Novo Rumo, a considerar que o fim da relação da Plural - empresa do grupo Media Capital, dono da TVI - com o concelho de Vila Franca de Xira é um momento “muito triste”. “A Plural não é uma coisa sem importância, emprega muita gente e é uma referência nacional. É triste que as duas forças políticas que geriram esta câmara (CDU e PS) não tenham conseguido aguentar este pólo importante para a cultura e as artes no nosso concelho”, criticou, acrescentando que esta não foi a primeira vez que o concelho deixa escapar investimentos de monta, lembrando como, “em 48 horas, perdemos o IKEA para Loures”, notou. Recorde-se que a Media Capital vendeu os estúdios da Plural que tinha em Vialonga para concentrar toda a sua produção na Quinta dos Melos, em Bucelas, Loures, onde já tem estúdios. O valor do negócio não foi divulgado. Apesar de pertencerem à Plural os estúdios de Vialonga chegaram a estar arrendados a outras produtoras. A Coral já produziu no local, por exemplo, a série “Água de Mar” para a RTP, tendo sido uma das últimas séries gravadas naquelas instalações, local com grande história na ficção nacional. Foi lá que, nos anos 90, a Nicolau Breyner Produções (NBP, actual Plural), começou as suas gravações. É, por isso, considerada a casa-mãe das telenovelas portuguesas. A freguesia tem ainda outros estúdios de televisão, da produtora SP Televisão, no Quintanilho, estúdios que, no passado, também pertenceram à NBP.

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