Economia | 17-03-2016 14:56

Tasquinhas de Rio Maior foram um sucesso mas oposição levanta questões

Ruído causado pela tenda de bares e discoteca e apoios às associações entre os assuntos falados na última reunião de câmara.

A oposição na Câmara de Rio Maior considera que se deve reflectir sobre o modelo das Tasquinhas, que este ano completaram 30 anos de realização ininterrupta e foram mais um sucesso de adesão de público, apesar do mau tempo que se fez sentir durante alguns dias, com milhares de visitantes a passarem pela cidade para provar os petiscos feitos nas tasquinhas e restaurantes presentes.O vereador Augusto Figueiredo (CDU) entende que após 30 anos de história está na altura de arranjar novos motivos de interesse e de reflectir sobre algumas questões. Nomeadamente sobre o que está a acontecer com o espírito colectivo da comunidade, pois, lembrou, sem associações não há tasquinhas e as dificuldades em arranjar voluntários têm aumentado. Na reunião do executivo de sexta-feira, 11 de Março, considerou também que o município devia apoiar mais as associações, para além dos 100 euros pela participação - “até para renovar as caras das tasquinhas, pois muitas são iguais há 10 anos”. Falou também da possibilidade de diversificar os prémios às tasquinhas participantes, dando como exemplos prémios para o melhor vinho, melhor ementa ou melhor serviço.Augusto Figueiredo alertou ainda para a necessidade de reflectir sobre o contributo que a tenda dos bares e discoteca dá ao certame. “Ouço tanta gente a dizer mal que acho que essa reflexão deve ser feita, sendo que esses espaços para a juventude são sempre importantes”, afirmou. O vereador Daniel Pinto (PS) também falou da questão dos bares e da discoteca e do ruído que provocam, questionando se a lei do ruído tem sido cumprida. “Sei que não é fácil agradar a todos, mas será que a câmara está a dar um sinal de sensatez e de equilíbrio a esse nível?”, interrogou-se, criticando também a presença de uma exposição de automóveis junto à entrada do pavilhão multiusos.A presidente da câmara, Isaura Morais (PSD), assumiu que a festa causa incómodos a alguns moradores da vizinhança e que se nota algum ruído no ar durante esses dias, revelando que a medição feita pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo deu resultados um pouco acima dos limites legais. “Mas pelo menos sabemos que os jovens estão ali a divertir-se, perto de casa”, acrescentou, concluindo que a reflexão sobre algumas questões faz sentido, até porque os pormenores por vezes fazem a diferença.João Lopes Candoso, o vereador responsável pela organização das Tasquinhas, diz que tem havido inovação no formato do evento, mas concorda que é importante debater o figurino e determinados pormenores, apesar do sucesso que foi mais uma edição.

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