Economia | 30-03-2016 00:24

Águas do Ribatejo com resultado líquido de 1,5 milhões de euros em 2015

A empresa intermunicipal Águas do Ribatejo (AR) terminou o ano de 2015 com um resultado líquido positivo de 1,5 milhões de euros, o melhor de sempre. O presidente do conselho de administração, Francisco Oliveira, que também é presidente da Câmara de Coruche, anunciou os números esta terça-feira, 29 de Março, em nota de imprensa.Francisco Oliveira disse que os resultados, atribuídos a um aumento do volume de água vendida, vão ser aplicados em investimentos, permitindo que a empresa possa não só assumir a comparticipação que lhe compete em obras financiadas por fundos comunitários, como também aquelas que terão de ser realizadas apenas com capitais próprios.O autarca destacou a consolidação de um projecto que é apontado como “modelo na gestão da água e do saneamento”, não só por ser detido exclusivamente pelos municípios, como por integrar os sistemas em alta e em baixa (desde a captação até à casa do consumidor, no caso do abastecimento de água, e desde a recolha ao tratamento das águas residuais).Francisco Oliveira afirmou que os municípios que integram a empresa – Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas – sentem “orgulho” por o modelo ir ser replicado noutras regiões do país, conforme declarações feitas na semana passada pelo ministro e pelo secretário de Estado do Ambiente.O presidente da AR afirmou que, nesse âmbito, a empresa está a ser alvo de um estudo dirigido pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).Actualmente com 75.000 clientes e um universo de 150.000 consumidores, a AR poderá em breve vir a acolher mais um município, a Golegã (que integrou o projecto numa fase inicial).Este processo apenas aguarda validação por parte do Ministério do Ambiente, adiantou.Francisco Oliveira reafirmou ainda a disponibilidade para integrar o município de Santarém, que também abandonou o projecto no seu início, mas tem em curso um estudo para analisar o interesse de uma adesão à empresa.“Faria todo o sentido, pela dimensão e pela localização”, indicou.Com 115 milhões de euros de investimentos concretizados em seis anos (75 milhões no saneamento e 40 milhões no abastecimento de água), a empresa prevê investir este ano 14 milhões de euros, tendo quatro das cinco candidaturas a fundos comunitários sido já aprovadas, adiantou.O investimento mais vultuoso, da ordem dos 11 milhões de euros, será feito nos sistemas de saneamento de Chancelaria/Pedrógão e de Lapas/Ribeira, no concelho de Torres Novas, o município que aderiu mais recentemente à empresa.O presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, Pedro Ferreira, referiu a importância dos 15 milhões de euros de investimentos já realizados pela AR no seu concelho, essenciais para a melhoria do saneamento e a despoluição dos rios Almonda e Tejo.O papel fiscalizador da empresa, que tem colaborado na detecção e tamponamento de descargas ilegais para as linhas de água, foi igualmente realçado, sendo referido o reconhecimento dessa intervenção com o convite a integrar o grupo de trabalho para as questões do Tejo.A empresa tem vindo igualmente a apostar na redução das perdas de água, actualmente da ordem dos 34%.Pretende-se atingir os 20% em 2020 e promover acções de sensibilização, junto de escolas e da comunidade em geral, para a preservação deste bem, em parceria com diversas entidades, afirmou Francisco Oliveira.Os resultados da empresa têm permitido evitar aumentos nos tarifários, admitindo, contudo, Francisco Oliveira que em 2017 possa haver uma actualização das taxas de saneamento.

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