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Economia | 10-07-2017 17:13
AIP com “grande expectativa” face a novas medidas de apoio às empresas anunciadas pelo Governo
José Eduardo Carvalho deixou elogios ao programa mas avisou que há áreas que não podem ser esquecidas.

A Associação Industrial Portuguesa (AIP) tem uma “grande expectativa” sobre o que virão a ser os reais impactos nas empresas portuguesas do “Programa Capitalizar”, um novo sistema de incentivo financeiro do Governo às empresas nacionais.


Durante a apresentação do programa nas instalações da AIP em Lisboa na manhã de segunda-feira, 10 de Julho, José Eduardo Carvalho, presidente da AIP, elogiou o governo e a ambição deste em resolver problemas antigos sentidos pelas empresas, mas notou que ainda há muito caminho a percorrer. “Há que elogiar por duas medidas fundamentais e há muito reclamadas, a capitalização das empresas e o reforço da capacidade exportadora e redimensionamento empresarial. Com o conhecimento que a estrutura de missão tinha das pequenas e médias empresas nacionais e do tecido empresarial em geral, não foi preciso perder muito tempo em diagnóstico e se terem concentrado na concepção das medidas e da sua tecnicidade para resolver os problemas que eram conhecidos”, explica José Eduardo Carvalho.


Numa sessão que contou com a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem e o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o presidente da AIP lembrou que o trabalho não está concluído e que é bom não esquecer o que diz serem algumas medidas fundamentais para apoiar o trabalho das empresas, como o alargamento do regime de remuneração convencionada dos capitais próprios e a conversão de créditos.


“Há 20 anos que falamos sobre a necessidade de se criarem instrumentos financeiros de reestruturação de empresas viáveis e operações de obrigações participantes. De todas as medidas achamos que devíamos aprofundar as que têm a ver com o redimensionamento empresarial. Tínhamos tudo a ganhar. Faz falta e é necessário um instrumento aglutinador e integrador, uma só candidatura de uma empresa nas diferentes áreas em que precisa de apoio – internacionalização, exportação, recapitalização, formação ou financiamento – e não como agora em que existe uma dispersão de candidaturas”, defendeu.

* Notícia desenvolvida na edição semanal de O MIRANTE

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