Economia | 31-01-2018 23:09

Confederação dos Agricultores prevê "maior calamidade" em 2018 devido à seca

Confederação dos Agricultores prevê "maior calamidade" em 2018 devido à seca
Foto Presidência da República

O líder da CAP transmitiu ao Presidente da República a sua “enorme preocupação com as condições climáticas”.

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) disse hoje estar preocupado com a situação de seca no país e considerou que 2018 poderá ser um ano “ainda de maior calamidade do que no ano passado”.

O líder da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, falava aos jornalistas após uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no âmbito das audiências do chefe de Estado aos parceiros sociais.

Segundo disse o responsável, a CAP transmitiu ao Presidente da República a sua “enorme preocupação com as condições climáticas” que se continuam a verificar no país e que estão a “transformar o ano de 2018 outra vez num ano muito complicado em termos de seca”.

Estas condições “podem tomar dimensões ainda de maior calamidade do que no ano passado”, alertou, lembrando as consequências para os agricultores portugueses, ao nível dos pastos para os animais “que ainda não existem” e das reservas de água que foram consumidas no ano passado.

“O senhor Presidente está muito empenhado em acompanhar o assunto, mesmo até no campo, e seguramente que o veremos connosco a fazer algumas acções de observação e de pressão junto do Governo para que as medidas contra a seca finalmente surjam”, sublinhou Eduardo Oliveira e Sousa.

O presidente da CAP lembrou que entregou um documento ao ministro da Agricultura, Capoulas Santos, “ainda antes do Natal” com medidas para enfrentar o problema da seca mas até agora ainda não obteve respostas.

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