Economia | 26-05-2018 17:04

Caixa Geral de Depósitos compra instalações da Adega da Chamusca

Caixa Geral de Depósitos compra instalações da Adega da Chamusca
Adega Cooperativa da Chamusca em laboração na época de 1998

A Adega Cooperativa da Chamusca fechou portas em 2007 e ficou a dever mais de um milhão de euros. João Carlos da Luz, o presidente da última direcção, nunca explicou publicamente a gestão ruinosa da cooperativa que levou ao seu encerramento.

A Caixa Geral de Depósitos comprou as instalações da Adega Cooperativa da Chamusca por 485 mil euros conforme escritura datada de Novembro de 2017.
Para satisfazer as condições que levaram à compra das instalações o banco público negociou créditos reclamados pela Caixa Agrícola da Chamusca, Fenadegas - Federação Nacional das Adegas Cooperativas, e João Pedro Carapinha, ex funcionário da cooperativa.
Encerradas desde o Verão de 2007, e abandonadas até esta data, a Adega Cooperativa da Chamusca tinha, à data do seu encerramento, dívidas de mais de um milhão de euros.
A venda das instalações da Adega foi tentada por duas vezes em leilões de 2007 e 2011 por valores na ordem de um milhão e setecentos mil euros. A primeira venda judicial em 2007 foi impugnada por o valor base ser muito baixo. A segunda de 2011 não encontrou interessados.
A compra pela Caixa Geral de Depósitos deve-se ao facto de o banco público ser também um dos credores.
Todos os agricultores a quem a Adega da Chamusca deve dinheiro, nomeadamente das últimas campanhas, não receberam qualquer verba depois do fecho da cooperativa. Recorde-se que a adega fechou as portas em 2007 e dias depois da realização da última assembleia-geral, que aprovou o seu encerramento, uma grande parte da maquinaria foi retirada do edifício e vendida a um empresário, elemento do conselho fiscal da própria Adega da Chamusca para ser montada na zona de Torres Vedras. Destas receitas nada chegou também aos produtores a quem a adega ficou a dever muito dinheiro.
Na altura do encerramento, e da contestação de alguns associados, O MIRANTE deu conta da situação e ouviu palavras duras e azedas contra João Carlos da Luz, empresário de Riachos, presidente da direcção, que foi acusada de gestão ruinosa.
Embora tenhamos tentado por diversas vezes falar com João Carlos da Luz, para que explicasse a situação de falência da cooperativa e se defendesse da acusação de mau gestor, o empresário nunca se mostrou disponível.

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