Economia | 28-05-2018 15:30

Um empresário que diz que o seu maior defeito é ter bom coração

Um empresário que diz que o seu maior defeito é ter bom coração
José Carlos Cavaleiro participou durante vários anos em provas de BTT

A família é a grande prioridade na vida do empresário José Carlos Cavaleiro.

José Carlos Cavaleiro tem 44 anos, vive em Santarém e é proprietário dos Radiadores Cavaleiro, na Zona Industrial de Santarém. Diz que o seu maior defeito é ter um bom coração. Considera-se um bom garfo, gosta de animais e de agricultura. Tem três cães, galinhas, porcos, coelhos e codernizes e trata de uma pequena horta. Para o empresário, a sua maior felicidade é poder estar todos os dias com aqueles que ama.

Em criança tanto brincava com carros como com bonecas. Na altura, a minha mãe levantava-se muito cedo para ir vender frutas no Mercado Municipal de Santarém e eu ficava a tomar conta da minha irmã que é mais nova que eu três anos. Era um dos deveres que tinha como irmão mais velho. Depois, brincávamos ou com os meus carrinhos ou com as bonecas dela.

Sempre preferi os números às letras. Quando terminei o 12.º ano, na hora de escolher, decidi seguir a área da Contabilidade e inscrevi-me no ISLA de Santarém em regime pós-laboral porque trabalhava de manhã com o meu pai. Por causa dessa sobrecarga comecei a ter pouco tempo para estudar e a deixar disciplinas para trás. Acabei por desistir.

A música faz parte do meu dia-a-dia. Gosto de todos os estilos musicais, desde o fado ao hard rock. As bandas da minha predilecção, que me acompanharam desde a minha adolescência, são os The Cult e os The Cure.

Comecei a trabalhar muito novo. Desde cedo sempre gostei de pôr mãos à obra. Recebi o meu primeiro dinheiro aos 10 anos. A empresa onde o meu pai trabalhava comprou um computador e pediram-me para inserir todos os códigos do stock para lá. Guardei o dinheiro e, mais tarde, usei-o para comprar uma bicicleta.

Desde pequeno sempre gostei de bicicletas. Durante muitos anos participei em provas de BTT (Bicicleta Todo-o-Terreno). Andei por todo o país e só parei há dez anos. Não é fácil conciliar a actividade desportiva e o trabalho quando se tem um negócio para gerir e três filhos.

Sempre que posso saio de Portugal. O meu último destino foi Barcelona (Espanha), onde estive uma semana de férias no início deste ano. É uma forma de ir à descoberta de novas realidades, novas culturas. Ajuda-nos a ter uma visão mais aberta da sociedade.

Aproveito todos os momentos livres para estar com os meus filhos, especialmente aos fins-de-semana. Costumamos andar de bicicleta e vemos televisão. Quanto à minha filha de nove meses, gosto de lhe ler histórias e de cantar para ela.

Sou capaz de fazer muitos quilómetros só para provar uma boa comida. Sou apreciador de vários pratos regionais e faço questão, quando posso, de me deslocar para me deliciar com um pitéu típico da região. A última vez fui à Anadia (Coimbra) comer lampreia a um restaurante de um amigo.

Santarém tem um centro histórico sem alma. Ainda me lembro, quando saía da escola, de ir com os meus amigos dar uma volta no centro da cidade para ver as montras das lojas. Agora, não se vê ninguém nas ruas e os edifícios estão totalmente ao abandono.

Os jovens só querem saber dos computadores. Hoje em dia não é fácil encontrar jovens interessados na área da mecânica. Ainda há uma semana coloquei um anúncio a pedir um soldador e até agora não apareceu ninguém interessado. Os jovens preferem tirar os seus cursos e só quem não tem oportunidade é que seguem esta área.

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