Empresa da Semana | 03-05-2006 12:15

Mobiliário para todo o país

Pedro Gomes sempre ajudou o seu pai no negócio de madeiras da família, os “Móveis Moinho de Vento”, em Pernes, Santarém. Em 1989 assume a direcção da empresa. Até essa altura a “Móveis Moinho de Vento” exportava mobiliário para Inglaterra e fabricava torneados. Quando o mercado inglês se virou para os países de Leste, Pedro Gomes decidiu apostar exclusivamente no mercado nacional. Admite que a concorrência é grande, mas “com qualidade de serviço e atendimento personalizado ao cliente, o negócio corre sempre bem”.

O mercado do móvel não está um pouco saturado?Está bastante saturado.Qual é a estratégia dos “Móveis Moinho de Vento” para singrar no mercado nacional? Apostar na qualidade. Sempre na qualidade. As melhores madeiras, os melhores profissionais, o melhor atendimento. Não há segredos neste como em qualquer ramo de actividade.Essa aposta na qualidade e profissionalismo impede quebras? É óbvio que com a recessão financeira que o país atravessa temos menos clientes. As pessoas continuam a procurar-nos mas já não compram com a mesma facilidade. Parece que têm receio de comprar. É compreensível. As pessoas não têm dinheiro. A crise económica pesa e as pessoas começam a cortar nas despesas. O comércio é um dos sectores que mais sente a crise e nós não somos excepção.Está neste negócio por tradição familiar? Exactamente. A empresa já pertencia ao meu pai. Na altura dedicava-se à exportação de móveis, e construía torneados. Ainda não vendíamos sofás. Em 1989 passei a tomar conta da empresa e começamos também construir e vender móveis. Mesas, cadeiras, tudo em madeira. Começámos também a vender sofás.O que o levou a fazer essas alterações? A conjuntura do mercado. Antes trabalhávamos, sobretudo para exportação e era um negócio bastante rentável. Fabricávamos “em branco” e exportávamos para Inglaterra. Tínhamos lá um armazenista para onde exportávamos o nosso material. Ele terminava os móveis da maneira que o cliente pretendia e distribuía pelas lojas inglesas. Mais tarde, esse armazenista começou a trabalhar com exportadores de países de leste. Mão-de-obra mais barata. Não conseguíamos competir e desistimos da exportação. Agora só me interessa o mercado nacional. É mais seguro.Como dão a conhecer o vosso negócio a potenciais clientes?Vamos regularmente a feiras especialmente dedicadas a mobiliário expor o nosso trabalho. Costumamos ir à FIL, em Lisboa, Feira do Móvel, no CNEMA, em Santarém e ExpoSalão na Batalha. Essas feiras são os melhores locais para divulgarmos o nosso trabalho. As pessoas interessadas ficam com o contacto da nossa empresa e geralmente, depois, passam por cá para verem melhor tudo o que temos disponível. Tem clientes de todo o país ou só aqui da região do Ribatejo?Temos clientes que vêm de toda a parte do país. Sobretudo por causa das feiras que frequentamos. São feiras nacionais onde vêm pessoas de todos os pontos do país e ficam a conhecer os nosso produtos. Se gostam vêm-nos visitar para fazermos negócio.O investimento feito em publicidade tem dado resultados? É bastante rentável. A publicidade em jornais, nomeadamente em O MIRANTE tem dado resultado. Aparecem aqui muitos clientes que viram os anúncios. Trabalha também para empresas e lojas?Só trabalho para particulares. Para empresas e lojas já trabalhei mas não gosto e por isso abandonei. O problema é o pagamento. Os particulares que vêm aqui comprar, pagam mesmo que seja com cheques pré-datados. Com as lojas isso nem sempre acontece. Como já tive más experiências prefiro, simplesmente, não trabalhar com eles. É mais seguro para mim. Gosto de saber com aquilo que conto todos os meses.Que perspectivas de crescimento tem para a sua empresa?Quero crescer em termos de lucros, mas também quero que continue a ser uma empresa familiar porque acho que deste modo dou mais atenção ao cliente. Uma empresa muito grande tem tantas preocupações que não se importa tanto com aquilo que o cliente quer ou pediu. Esta empresa mesmo pequena já me dá algumas preocupações. Prefiro ter menos clientes mas satisfazê-los devidamente. Com um grande negócio podia ter mais lucro mas não tinha a certeza de fazer tão bem. Não pretende aumentar o volume de negócios?Isso sim. Quantos mais clientes melhor. Claro que o meu objectivo é ter bastantes clientes, mas quero também que sejam atendidos com todo o rigor e profissionalismo. Posso aumentar o volume de negócio mas apostando sempre na qualidade de atendimento e dos serviços que presto.

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