Empresa da Semana | 10-05-2006 11:16

Um negócio com rosto

Carlos Henriques, natural da Póvoa de Santarém, trabalha no sector das carnes desde os 15 anos de idade. Depois de concluir o serviço militar decidiu investir num negócio próprio. Em 1995, abre o talho “El” Galego, em conjunto com a esposa, Dora Garcia. Trabalho não lhes falta e clientes muito menos. O “El” Galego procura escapar ao confronto directo com os hipermercados oferecendo produtos diferentes. Carne de melhor qualidade produzida à moda antiga.

Apesar do “El” Galego ser um talho, vendem outros produtos além da carne e enchidos?Este estabelecimento começou a funcionar como talho. Ao longo dos anos foi crescendo e teve que se adaptar às solicitações dos clientes, que estão sempre em primeiro lugar. Alargámos o espaço e fizemos um talho mais moderno onde vendemos outros produtos alimentares. Mas, o “El” Galego continua a ser, essencialmente, um talho.Os vossos clientes são só moradores da Póvoa de Santarém ou vêm clientes de fora comprar ao vosso estabelecimento? Temos muitos clientes que moram aqui na aldeia, e pessoas de freguesias vizinhas que gostam dos nossos produtos e vêm propositadamente à Póvoa, ao nosso talho, abastecerem-se. Também trabalhamos para os restaurantes, lares de idosos e creches que não só procuram o barato, mas sim a qualidade para os seus clientes.Quais são as perspectivas de crescimento que tem para o “El” Galego?Temos muitas ideias para poder crescer no ramo das carnes. Queremos alargar ainda mais este espaço para construir uma salsicharia onde vamos ter oportunidade de fazer os enchidos tradicionais da zona de Santarém. Quantos funcionários tem a trabalhar consigo?Neste momento somos oito , entre funcionários e pessoal da casa, que consideramos os melhores, não só a trabalhar como no atendimento, porque cada cliente é tratado como pessoa de família.Com o aparecimento dos hipermercados não sentiu um decréscimo de clientes?Nem por isso. O importante é que os nossos produtos tenham qualidade. Não podemos competir com os hipermercados mas podemos ser uma alternativa. É aí que podemos ganhar o nosso espaço . As pessoas que vêm ao “ El” Galego certamente que também, vão às grandes superfícies. Apostamos na qualidade, na diversificação de produtos, principalmente a nível de produtos tradicionais e no atendimento. O que faz para garantir a qualidade dos seus produtos?Compro aos pequenos criadores aqui da região - aldeias de Santarém - que me dão garantias de carne de qualidade. Eles ainda vão tendo animais que não comem farinhas nem hormonas. Mas é cada vez mais difícil arranjar essa carne porque não existem incentivos por parte do Estado para esses criadores continuarem a criar animais como antigamente. Nunca pensou abrir o talho “El” Galego em outros pontos do país?Nunca pensei muito nisso, essencialmente, porque para se vencer no comércio tradicional, é fundamental que o dono do estabelecimento comercial esteja presente. As pessoas vêm muito a este talho porque conhecem as pessoas e têm confiança em nós. Tenho que estar aqui permanentemente a dar a cara. Por isso seria complicado abrir outros “El” Galego noutras zonas porque não poderia estar presente e nunca seria a mesma coisa. Além do talho “El” Galego tem mais alguma empresa?Sim. O Café Ribatejana, em Santarém, que se situa na camionagem da cidade . Tendo sido todo remodelado criando mais 6 postos de trabalho. É uma mais valia para Santarém.Como estão a correr os primeiros meses do Café Ribatejana? Tem correspondido às vossas expectativas?Está tudo a correr bem. Com o investimento que fiz o café Ribatejana está a corresponder às expectativas. Sobretudo, a nível de clientela. Nota-se que melhorou bastante. Apostámos num serviço de qualidade. Porque investe em publicidade? A publicidade é essencial a qualquer negócio. E desde que seja bem feita e bem dirigida é útil tanto para quem vende como para quem compra.ContactosLargo Agostinho Duarte Júnior / 2000-534 Póvoa de Santarém Telefone: 243 429 924

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