Entrevista | 11-12-2011 00:04

Um acordo subentende determinados princípios como a lealdade

Um acordo subentende determinados princípios como a lealdade
A presidente de câmara retirou pelouros a dois dos três vereadores da Coligação Novo Rumo. Por que foi João de Carvalho poupado quando também votou contra a urbanização em causa?Não quero fazer muitos comentários à volta dessa matéria que está a ser seguida pela comissão política concelhia e pela senhora presidente. Um acordo subentende determinados princípios, um dos quais é a lealdade acerca de muitas matérias. Mas João de Carvalho teve a mesma posição que os outros dois vereadores.Votou contrariado, segundo disse. Entendia que havia uma margem para que as coisas se desenvolvessem de outra forma. Só João de Carvalho pode dizer por que fez essas declarações e por que não se demitiu logo na altura.Essa decisão de não retirar a João de Carvalho os pelouros foi uma jogada política tendo em conta que o PS fica numa posição desconfortável para passar as propostas?O que entendemos, até pela declaração de voto do senhor vereador, é que manifestava algum desconforto pelo facto de ter votado contra. Entendeu a senhora presidente e bem que não se podia ter a postura que se teve para o caso do senhor vereador Rui Rei e da senhora vereadora Helena Pereira de Jesus. O PSD, em conferência de imprensa, deu a entender que houve pressões por parte do PS para que João de Carvalho se passasse para o outro lado…Se houve pressões é preciso perceber de onde. Está a dizer que as pressões foram da parte do PSD?Como não conheço pressões da parte do Partido Socialista é preciso esclarecer quem é que exerceu pressão sobre quem…O PS ficou assustado com o trabalho que a Coligação estava a desenvolver?Não. Na minha opinião os vereadores estavam a fazer aquilo para que foram eleitos: a trabalhar. Não faziam mais do que a obrigação deles.Como encarou o facto desses mesmos vereadores se terem vangloriado sobre o trabalho que estavam a desenvolver em algumas entrevistas a O MIRANTE?Há muita maneira de fazer política. Tenho pela Comunicação Social um respeito muito grande mas nunca andei atrás dos jornalistas. Eu trabalho e não ando a dizer que trabalho. Fazer política também é valorizar o que se faz mas tudo o que passa determinado limite é exagerado. O limite passou na altura em que Rui Rei fez comparações com o vereador que detinha até aqui o pelouro das obras que por acaso era o senhor?O que estou a dizer é que cada um tem o seu estilo. Não critico estilos. Aquele estilo não é o meu. Não quer dizer que o meu seja o melhor. Temos que trabalhar e dar o nosso melhor a avaliação depois é feita na altura própria pelas pessoas. * Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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