Entrevista | 09-05-2012 09:57

"Samora Correia continua a viver um bairrismo assustador"

"Samora Correia continua a viver um bairrismo assustador"
Em menina costumava ir a Samora Correia, concelho de Benavente, visitar a avó materna. Nascida e criada em Santarém, Sílvia Frazão, de 85 anos, só se radicou há 17 anos em Samora depois de se aposentar de uma carreira como investigadora na área da química terapêutica. Antes costumava passar os fins-de-semana ou períodos de descanso na terra. Hoje diz que o bairrismo da terra piorou ao longo dos anos. Filiou-se no Partido Comunista em 1974. Na última sessão comemorativa do 25 de Abril que se realizou na Câmara Municipal de Benavente recebeu uma medalha municipal de mérito grau ouro pelos 30 anos de serviço prestado na assembleia municipal. Sílvia Frazão gosta da terra que escolheu para viver e das suas gentes. Mas não se coíbe de criticar o "bairrismo doentio" que ainda se vive. "Não é um bairrismo de defender a terra, mas de clãs, de provar que Samora é melhor que o vizinho", explica. Dá como exemplo a Semana Taurina e a Feira Anual que decorreram ao longo das duas últimas semanas, com largadas de toiros quase todos os dias, numa altura de crise. Defende que os samorenses deveriam ser mais modestos a expressarem as suas tradições. Este bairrismo reflecte-se depois nas próprias assembleias municipais onde a autarca acredita que se perde muito tempo a discutir os "buracos da rua". "O Ministério da Educação deve cerca de 400 mil euros à Câmara de Benavente. Temos crianças que estão a ir para a escola sem tomar o pequeno-almoço, mas nós passamos o tempo a discutir um passeio que está escangalhado", aponta. O "provincianismo" que ainda se vive no concelho, não permite na sua opinião que se trate de assuntos mais abrangentes. NOTÍCIA COMPLETA NA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL

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