Entrevista | 19-05-2012 14:21

O médico ribatejano que trata da saúde à selecção brasileira de triatlo

O médico ribatejano que trata da saúde à selecção brasileira de triatlo
A saúde da selecção brasileira de triatlo está em parte nas mãos de um médico de Santarém há muito ligado à medicina desportiva. Luís Sousa e Silva, 57 anos, trata das maleitas aos homens e mulheres que fizeram do centro de estágios de Rio Maior a sua base até 2016. Uma das atletas (Pamela Oliveira) sagrou-se recentemente vice-campeã do mundo, no México, e tem passaporte praticamente assegurado para os Jogos Olímpicos de Londres, a realizar no próximo Verão. “Fiquei orgulhoso, porque ela é minha atleta”. O médico rejubila com os feitos dos atletas que acompanha, sejam desportistas de alta competição sejam futebolistas amadores como os que acompanhou durante mais de uma década na União de Santarém, entre 1984 e 1997. Na juventude foi futebolista em três clubes de Santarém, cidade onde nasceu e reside. Depois dedicou-se à medicina, primeiro no sector público, depois no privado. Pelo meio teve uma experiência na política, como mandatário da primeira candidatura de Moita Flores, apesar de dizer que detesta a política.Foi mandatário da candidatura de Moita Flores à Câmara de Santarém em 2005. Porquê?Primeira resposta: não gosto de política. Detesto mesmo. Mas sou de Santarém e a primeira pessoa mais interessada no seu desenvolvimento sou eu. Porque lá moro. O dr. Moita Flores vai-se embora e eu fico lá. Não me posso demitir. Passamos a vida a dizer que as coisas estão mal e depois ninguém dá a cara para mexer nada. E eu tive a sorte de conhecer o dr. Moita Flores e de participar numa campanha eleitoral, que eu nem sabia como seria.E foi mandatário porquê?Fui mandatário dele porque achei que queria ver a cidade desenvolvida, queria ver a cidade mudada. Não me esqueço que tinha o consultório no centro da cidade e fui obrigado a tirá-lo de lá porque os doentes não tinham onde parar o carro para ir à consulta. E assim como eu saí, saíram dezenas de profissionais liberais, o que tirou muito movimento ao centro da cidade e ao comércio. Eu bem avisei os presidentes de câmara anteriores.Não gosto de política, mas aceitei ser mandatário porque sabia que daí não adviria nenhum cargo.Moita Flores correspondeu às suas expectativas?Correspondeu, com excepção do desporto. Fica por fazer muita coisa. Acho que é uma pessoa com muito valor, com defeitos como toda a gente, mas tem muitas qualidades e muita capacidade de trabalho. A história da dívida da Câmara de Santarém não o apoquenta?Disso não faço a mínima ideia. Sou um leigo nessas matérias. Se me convidassem para ser candidato à câmara, e já não seria a primeira vez, não aceitaria, nem pago a peso de ouro. De onde vem essa aversão à política?Não gosto. Não tenho jogo de cintura, sou demasiado directo. Não gosto que as pessoas me ofendam, não gosto de ofender as pessoas. Respeito as pessoas o mais que posso, mesmo tendo ideias diferentes. Como não gosto de intrigas não gosto de política. Por outro lado, não tenho competência para ser político.Voltaria a ser mandatário de Moita Flores se ele o convidasse?Voltaria, seguramente, com muita honra minha. Tem pena que ele vá embora de Santarém?Por ele não tenho pena. Aborrece-me muito que as pessoas nunca digam bem daquilo que é feito, independentemente do partido que está no poder. Não é lógico que as pessoas só apontem defeitos. Na política as pessoas são terríveis e em Santarém mais terríveis ainda. Porquê?Ninguém é capaz de dizer que algo foi bem feito, como o aquecimento nas escolas. Houve muitas coisas que não se fez, mas também houve muitas coisas que se fez e gostava de ver as pessoas, sobretudo os políticos reconhecerem o trabalho dos adversários. Por isso tudo é que digo que não conseguiria estar na política mais do que 24 horas. Entrevista completa na próxima edição semanal de O MIRANTE.

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