Entrevista | 14-10-2013 00:06

Os dirigentes de Vila Franca foram mal habituados a ter tudo de mão beijada

Os dirigentes de Vila Franca foram mal habituados a ter tudo de mão beijada
O presidente da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense (SFRA), João Paulo Silva, diz que os dirigentes do concelho de Vila Franca de Xira foram mal habituados a ter apoios de mão beijada durante anos e diz que é preciso muita luta e espírito de sacrifício para manter as associações de portas abertas no actual contexto de crise.O dirigente enaltece a política de apoios do município, mas critica o facto dos dirigentes do concelho se terem apoiado exclusivamente nessas verbas para manter as colectividades em funcionamento. “As associações não devem estar apenas de mão estendida. Quem o fizer bloqueia porque os apoios municipais são poucos e depois ficam sem receitas próprias. Que fazem depois? Mantém aberto um café? Isso não faz parte da nossa maneira de estar”, refere a O MIRANTE.João Silva lamenta que o movimento associativo do concelho não esteja unido e critica o facto de ainda existirem muitas “guerras e lutas” entre as várias instituições. “Somos um concelho que devia ter apostado na partilha de espaços e pavilhões. E isso vai ter de acontecer brevemente. É verdade que toda a gente quer ter a sua sede e mandar na sua casa, mas depois os espaços acabam por fechar porque os dirigentes não os conseguem tornar rentáveis”, nota.No ano em que a SFRA celebra 139 anos o dirigente confessa-se um homem tranquilo que conseguiu em poucos anos virar uma associação cheia de dívidas para uma associação rentável que movimenta um milhar de pessoas por dia nas suas instalações em Alverca do Ribatejo. O segredo é o trabalho árduo de todos os directores e o controlo dos gastos ao cêntimo.* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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