Entrevista | 24-07-2015 12:23

“Luís Ferreira actua a seu bel-prazer na Câmara de Tomar”

“Luís Ferreira actua a seu bel-prazer na Câmara de Tomar”

Vereador independente Pedro Marques considera que a imagem da presidente da câmara Anabela Freitas (PS) tem sido afectada pelo excessivo poder que delegou ao seu chefe de gabinete, Luís Ferreira.

O que mudou mais do anterior mandato para o actual, no que à gestão da Câmara de Tomar diz respeito?Mudaram situações meramente formais, mas essencialmente nada mudou. E se mudança houve nalgumas coisas, foi para pior. Como por exemplo?Começou logo com a falta de dignidade com que foram tratados dirigentes da autarquia que foram dispensados das suas funções e substituídos por outros. Essas substituições provisórias deviam já ter sido devidamente legalizadas e ainda não o foram. Acha que houve motivações político-partidárias nesse processo?Não tenho dúvidas nenhumas. São pessoas que já passaram por muitos executivos camarários, com qualidade em termos profissionais, capazes, competentes, com boa relação de trabalho com os seus subordinados durante mais de 20 anos e portanto não vejo outra razão. A tese de que Luís Ferreira, o chefe de gabinete da presidente da câmara Anabela Freitas, é quem realmente manda no município faz sentido?Na prática faz sentido e eu já o disse à sra. presidente. O sr. Luís Ferreira tem a legitimidade que ela lhe concede. Ele faz o que entende, se é a mando dela ou não, não sei. Mas, na prática, pelo conhecimento que temos, o sr. Luís Ferreira actua a seu bel-prazer na câmara municipal. Com a legitimidade, volto a referir, que a sra. presidente lhe concedeu. Há vinte anos ele começou esta batalha de mandar no PS e de ter poder. Quando as pessoas chegam ao poder é tudo mais visível. Para o bem e para o mal…Sim e eu nunca vi que esse senhor fizesse algo de positivo por Tomar. Em relação ao PS, se há 18 anos levou a que o partido perdesse a visibilidade que tinha em Tomar, agora vai voltar a fazê-lo outra vez. Toda a gente sabe que ele muitas vezes faz o que quer e muita gente vai lidando com ele com algum receio. Luís Ferreira tem um poder que não lhe é conferido pela legitimidade do voto?Sim. Ele foi eleito para a assembleia municipal. Pura e simplesmente isso. Portanto, ele exerce funções executivas com a legitimidade que a sra. presidente lhe confere. Ele só não participa nas reuniões de câmara porque não pode, como é óbvio. Era o que faltava! Mas quando intervém na assembleia municipal fá-lo como membro desse órgão e também como membro do executivo. Essa é uma situação eticamente reprovável?Sim, claramente reprovável. A assembleia municipal é um órgão fiscalizador do executivo camarário. Se fosse eleito da assembleia municipal, tenho muitas dúvidas se ficaria na sala quando ele interviesse. Ficaria tentado a sair porque não devemos aceitar que o órgão fiscalizador tenha elementos com o poder executivo que esse senhor tem. * Entrevista completa na próxima edição semanal de O MIRANTE.

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