Entrevista | 27-04-2016 11:10

"Não me sinto derrotada dentro da Federação de Santarém do PS"

"Não me sinto derrotada dentro da Federação de Santarém do PS"
ENTREVISTA

Não afasta a hipótese de poder vir a ser deputada mas só depois de sair da câmara municipal de Abrantes. Explica que integrou a lista de António Gameiro à Federação Distrital do PS Santarém abdicando de uma candidatura própria para não perturbar o partido numa altura em que o mesmo é governo em condições "muito exigentes". O maior projecto que tem em mãos é o de dar vida ao centro histórico da cidade.

Para além de presidente da câmara é militante do Partido Socialista. Há dois anos candidatou-se à presidência da Federação Distrital de Santarém contra António Gameiro e perdeu. Este ano integrou a lista de António Gameiro. Se não o podes vencer junta-te a ele?

Não desisti de lutar por poder contribuir para que o Partido Socialista seja um partido plural, onde as opiniões e diferenças se possam assumir. O que está na génese da minha decisão foi o facto de voltar a ser candidata à Câmara de Abrantes em 2017 e o meu foco político estar, por esse motivo, na minha concelhia, onde estamos a trabalhar para a minha reeleição bem como para a reeleição da equipa e dos presidentes de junta...

Podia ter-se afastado mas acabou por integrar a lista de quem antes combatia por não representar a melhor solução para o PS distrital.

O PS é actualmente governo e em condições particularmente exigentes. Isso carece da nossa parte, enquanto militantes, de um esforço para podermos trabalhar todos para a consolidação deste processo político e para que o PS possa governar bem. Não me candidatei mas disse presente. Fiz parte das listas. Apresentei a minha candidatura para presidir à comissão política afirmando a diferença em relação ao António Gameiro mas podendo trabalhar para podermos afirmar o distrito de Santarém como capaz de fazer face aos desígnios que estão em cima da mesa.

O presidente da Distrital de Santarém é António Gameiro. Não se sente derrotada?

Não me sinto derrotada. Nem agora nem quando perdi as eleições há dois anos. Nessa altura saí ganhadora porque quem não me conhecia ficou a perceber porque estou em política e o que quero fazer em política. Isso coloca-me em vantagem em relação àquilo que era anteriormente a essa candidatura. Claramente saio reforçada do ponto de vista pessoal, que é o que me interessa. E dentro da federação não respondo por nada nem por ninguém se não estiver convicta de que estão em causa os valores e os princípios em que eu acredito.

Se o PS permitir a candidatura a deputados de presidentes de câmara, gostaria de ser candidata?

Eu não faço planos para o futuro. Não fiz carreira política. Não estive nas jotas, com todo o respeito por todos os que fizeram. Não fazia parte da minha ambição pessoal e política ser vereadora nem ser presidente de câmara. Tenho aceitado os desafios à medida que me são colocados. E é nesse sentido que tenho toda a abertura para poder continuar a servir, em primeiro lugar os cidadãos do concelho de Abrantes, do Médio Tejo, do Distrito de Santarém e de Portugal. Entendo o ser presidente de câmara enquanto serviço público. Depois de encerrar este capítulo da minha vida estarei disponível para outros desafios de serviço público.

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1377
    15-11-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1377
    15-11-2018
    Capa Médio Tejo