Entrevista | 13-11-2016 10:01

"As mulheres do Ribatejo são as únicas que aturam os ribatejanos"

"As mulheres do Ribatejo são as únicas que aturam os ribatejanos"
ENTREVISTA
Rodrigo (à esquerda) com os amigos Carlos Martins e Paulo Pinto

Rodrigo Rodrigues Pereira canta o fado, não consegue viver sem cavalos e toiros e os seus olhos azuis já o levaram ao terceiro casamento.

Rodrigo Rodrigues Pereira canta o fado, não consegue viver sem cavalos e toiros e os seus olhos azuis já o levaram ao terceiro casamento. "Tenho a minha parte católica e a minha parte pagã". É feliz no campo e a cantar músicas dedicadas à mulher ribatejana. E, claro, é encantador.

"Fui certa vez ao Ribatejo entusiasmado; À mais castiça das festas tradicionais; Que grande dia, que dia tão bem passado, um desses dias que a gente não esquece mais. Vi curiosos tourearem com destreza, numa espera de toiros ao romper de alva, e assistindo a uma corrida à portuguesa, toda a beleza do toureio marialva (...)".

Foi com este fado que Rodrigo Rodrigues Pereira, 61 anos, apaixonado por cavalos e toiros, fadista com álbuns gravados e defensor da máxima "o amor é que nos salva" - três casamentos, quatro filhos, um olhar azul que enfeitiça, - encerrou a entrevista com O MIRANTE. Foi, na verdade, "uma conversa", como ele mesmo definiu, e decorreu na quinta de um dos amigos do peito, a Quinta da Silveira, na Fajarda (Coruche), refúgio de boémios que aos dias de semana são empresários e soltam o melhor do Ribatejo nos dias livres, em campo aberto. Quem foi que disse que já não existem marialvas?

Assume-se marialva, mas explica: "Essa é uma palavra que vem do Marquês de Marialva que era um homem ligado à arte equestre. Entre os séculos XVIII e XX era um termo depreciativo, era o que batia na mulher, andava sempre nas meninas da vida".

E continua: "Os marialvas de hoje fazem esta vida: gostamos de estar no campo, treinar os cabrestos do amigo Paulo [o dono da quinta] petiscar, beber vinho, cantar". E as mulheres, Rodrigo? "Se os marialvas mais antigos eram mulherengos, não lhes tiro mérito nenhum", ri-se, ele que parece ter assentado à terceira mulher, a única que é ribatejana "até à medula", nascida também em VFX.

Admite que teve os seus namoros e chegou à conclusão de que "quanto mais se escolhe, menos se acerta". E responde sem hesitar àquilo que diferencia as mulheres do Ribatejo das restantes. "As mulheres do Ribatejo são as únicas que aturam os ribatejanos". Porquê? "Já estão habituadas, já os conhecem", responde e ouve-se gargalhada geral.

Das três uniões - "sou amigo das minhas duas ex-mulheres" - teve quatro filhos: a Rita, o Ricardo, a Margarida e o Diogo. Uma prole de três mulheres diferentes, experiências - e idade - que lhe dão o direito de defender teorias: "Para um casal dar certo é importante que tenham planos em conjunto".

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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