Entrevista | 20-11-2016 16:16

Ceia da Silva e Aníbal Vieira em Duetos Improvisados

Ceia da Silva e Aníbal Vieira em Duetos Improvisados
ENTREVISTA

Aníbal Vieira, vigário geral da Diocese de Santarém, e Ceia da Silva, presidente do Turismo do Alentejo e Ribatejo.

O vigário geral da Diocese de Santarém joga de vez em quando no Euromilhões mas não mudava de vida se lhe saísse um grande prémio. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo não joga mais do que duas ou três vezes por ano porque não quer ver a sua vida de pernas para o ar. Gostam os dois de matemática e não têm grande jeito para trabalhos manuais. O padre Aníbal Vieira chegou a pensar numa carreira política mas decidiu ir para o Seminário. Ceia da Silva já foi deputado mas ficou vacinado para sempre.

A conversa entre o padre Aníbal Vieira, vigário geral da Diocese de Santarém, e Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, decorreu nas instalações de O MIRANTE no dia seguinte às eleições presidenciais americanas. Um convite para se falar de política, de políticos e de eleitores

"Voto sempre. Tenho o princípio de votar sempre e quando não posso escolher o que eu acho que poderia ser o melhor, escolho o menos mau.", confessa Aníbal Vieira. E explica o que entende por "o melhor". "Considero fundamental que os políticos se coloquem na atitude de cuidar do bem comum. Já votei de várias formas, Não tenho partido político. Tenho uma matriz em que há duas, três alternativas para votar".

Ceia da Silva é contra a escolha do menos mau. Quando não há nenhum candidato que lhe agrade, como já aconteceu, esquece-se de ir votar. "Só me esqueci de votar uma vez. Esqueci-me propositadamente. O não votar também pode ser uma forma de votar mas eu sou contra a abstenção e por isso digo que me esqueci. Eu acho que quem não vai votar acaba por votar em quem ganha, mas discordo do meu amigo sobre isso de se votar no menos mau".

O vigário geral da Diocese de Santarém revela que quando tinha 18 anos teve a noção clara de que ou ia para o Seminário ou seguiria uma carreira política. "Tomei a minha decisão no dia 9 de Novembro de 1980 e foi um dia marcante. Foi marcante em termos de confiança em Deus, que venceu o desejo da política e o gosto pela vida política. Não me arrependi nunca", diz.

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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