Entrevista | 27-01-2017 00:02

"Tem faltado ambição na Câmara de Santarém"

"Tem faltado ambição na Câmara de Santarém"
ENTREVISTA

Tiago Preguiça é um dos rostos da renovação do PS em Santarém.

Recentemente eleito presidente da Comissão Nacional da Juventude Socialista e líder distrital da JS, Tiago Preguiça é um dos rostos da renovação do PS em Santarém. Acredita num bom resultado nas autárquicas, critica a gestão PSD e sobre alguns camaradas a contas com a justiça, sem se pronunciar sobre casos concretos, diz que quem anda na política tem que estar acima de qualquer suspeita.

O candidato do PS à Câmara de Santarém será o actual presidente da concelhia, Rui Barreiro. É a opção óbvia tendo em conta que não houve mais nenhum militante a chegar-se à frente?

Nesta altura Rui Barreiro é a escolha óbvia.

Por falta de concorrência interna?

Não, até porque o PS em Santarém tem bons quadros…

Acha que o candidato derrotado nas autárquicas de 2005 é a melhor garantia para tentar reconquistar a Câmara de Santarém ao PSD?

Acho que dá uma grande garantia. Rui Barreiro demonstrou que consegue pôr muita competência na gestão da Câmara de Santarém. E enquanto candidato do PS tem duas grandes vantagens. A primeira é que pode haver aqui a aspiração de o PS recuperar a câmara com Rui Barreiro e a sua equipa. Porque a equipa também é fundamental...

Gostava de integrar essa equipa?

Essencialmente, estou disponível para Santarém, Isso é o mais importante. Há dois mandatos que faço parte da assembleia municipal. Nunca me importei muito com os lugares. Acho é que enquanto escalabitanos temos que estar sempre disponíveis para fazer algo mais pelo nosso concelho. Senão estamos na política para quê?

O PS é o principal partido da oposição, mas a actividade da estrutura concelhia do partido praticamente não tem existido e a oposição acaba por ser feita de forma algo desgarrada tanto na câmara como na assembleia municipal.

O PS tem feito oposição. Os vereadores na câmara municipal têm feito uma oposição muito responsável. Aliás, se não fosse responsável e a olhar para os interesses de Santarém, a câmara poderia estar pior do que efectivamente está.

Acha uma posição responsável o chumbo do projecto para construção de um crematório em Santarém, abrindo as portas a que esse equipamento seja instalado em Almeirim?

Sim, porque não foi feito nenhum estudo que efectivamente dissesse que aquele era o melhor lugar. E já temos ali alguns problemas de lotação do próprio cemitério, que são conhecidos. Estaríamos a pôr um tampão num problema que já existe, em vez de o solucionar. Se vamos construir algo de raiz, por que não noutro sítio onde a expansão possa ser efectiva durante muitos anos?

Há falta de ambição?

Muita. Acho que é o que caracteriza melhor esta câmara: pagamos as taxas máximas e o retorno é mínimo.

Quando houve ambição a dívida cresceu exponencialmente e houve fortes críticas por parte da oposição.

Mas eu não a caracterizaria como uma ambição política que tivesse objectivos. Era completamente desgarrada. Tínhamos uma política de folclore. E não estou a ofender a nossa etnografia. Havia festas e mais festas mas não traziam retorno nenhum.

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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