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Entrevista | 28-05-2017 17:28
Uma vegetariana em terra de festa brava
Patrícia Ribeiro vive em Alhandra e não come (nem veste) nada que tenha origem animal.

É um bocadinho como o patinho feio da história, que se sentia diferente, logo ela que acha o Ribatejo uma “região tão bonita e que não precisa de algo tão bárbaro quanto as touradas para a definir”.

Natural de Vila Franca de Xira, vive em Alhandra, com o namorado, e Alhandra foi também a terra onde cresceu. Tem 30 anos e é técnica de farmácia no Hospital de Santa Marta, em Lisboa. O amor trocou-lhe as voltas ao estômago e nem foi por causa das habituais “borboletas”. Há seis anos saiu de casa dos pais e foi viver com o namorado. “Nessa altura, por vontade dele, decidimos alterar a nossa alimentação de modo a nos tornarmos vegetarianos”, recorda.

Patrícia nunca tinha pensado em ser vegetariana mas era ela quem cozinhava e as ementas começavam a repetir-se. Foi pesquisar e leu o que havia sobre vegetarianismo e veganismo. Mas foi só depois de ler um livro sobre o consumo alimentar de animais que decidiu assumir-se cem por cento vegetariana: “Foi no dia 1 de Janeiro de 2014”. Uma resolução de Ano Novo que até hoje se mantém firme.

Uma tarefa difícil para quem vive no Ribatejo, a terra do amor à festa brava? “É uma questão sempre complicada. Na verdade nunca gostei de touradas, mesmo antes de ter os ideais de vida que tenho agora. Sempre achei uma actividade cruel e sem sentido”, sublinha. Mesmo assim, nunca recebeu nenhuma crítica, também porque prefere ser discreta em relação à sua opção de vida. Mas durante as festas prefere afastar-se das ruas...

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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