Entrevista | 20-09-2017 12:40

Uma vida dedicada a ajudar os outros

Uma vida dedicada a ajudar os outros
IDENTIDADE PROFISSIONAL

Maria Virgínia Godinho é vice-presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Santarém.

Nascida e criada em Lisboa, Maria Virgínia Godinho, 73 anos, vice-presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Santarém mostrou sempre um gosto especial pelo serviço social, tanto que ainda hoje acredita que nasceu para ajudar os outros. Apoio é o que nunca faltou à ‘alfacinha’ por parte dos pais, tendo-se licenciado em serviço social em 1966 pelo Instituto Superior de Serviço Social, em Lisboa.

Ainda esteve um ano pela capital a acompanhar os jovens do bairro de Santa Cruz de Benfica nos seus tempos livres, mas quis o destino que rumasse em 1967 a Lourenço Marques, actual Maputo, capital da antiga colónia portuguesa de Moçambique. “Fui para lá depois de o meu marido, que já estava lá a trabalhar, vir cá a Portugal casar comigo”, explica.

Entretanto, por terras africanas deu aulas de puericultura e higiene na Escola Comercial de Lourenço Marques e, em 1969, entrou na Provedoria da Assistência Pública. “Foi dos momentos mais marcantes da minha vida já que pude trabalhar directamente com a população e ajudar os outros. Dava aulas de puericultura às mães do bairro, onde ensinava a confeccionar as papas para dar aos filhos com os produtos locais, dava aulas de costura, consegui fazer um levantamento dos artistas da área para fazer exposições com as obras deles”, conta Maria Virgínia Godinho.

Ainda esteve um ano como assistente social no Hospital Miguel Lombarda, em Lourenço Marques, até se dar a revolução de 25 de Abril de 1974. Foi quando regressou juntamente com o marido para terras lusas e entrou no Hospital de Santarém, fundando o serviço social neste estabelecimento de saúde e, mais tarde, a Liga de Amigos do Hospital de Santarém.

“Comecei a ver que as carências sociais continuavam a não ser respondidas e considerei que a melhor opção seria a criação de uma Liga que apoiasse a população carenciada, ajudando através do transporte, medicamentos e próteses”, explica, dizendo que a associação nasceu em 1988 com 15 voluntários, mas que não ficou por ali e, em 2007, inaugurou as novas instalações junto ao estabelecimento de saúde.

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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