O MIRANTE | 26-02-2016 10:31

Pinto Balsemão alerta para tentativa de classificar o ruído da "net" como informação

O Presidente do grupo Impresa (Expresso, SIC, Visão) recebeu o prémio Personalidade do Ano - Nacional atribuído pela primeira vez por O MIRANTE e elogiou o jornal por ter sabido evoluir sem nunca perder a sua identidade.

O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão alertou para o perigo das tentativas deliberadas que estão a ser feitas para equiparar o ruído do que corre na net e nas redes sociais a verdadeira informação.

Falando ontem, Quinta-feira, ao fim da tarde, na cerimónia de entrega dos Prémios Personalidade do Ano de O MIRANTE, que decorreu em Almeirim e que contou com a presença do Ministro da Cultura, João Soares, o fundador do Expresso considerou tais tentativas são teias urdidas na ignorância dos princípios que regem a comunicação social, a responsabilidade dos meios de comunicação social e as obrigações dos jornalistas.

"Vivemos tempos de grande ruído de grande na net e nas redes sociais, que não podem nunca deixar-se confundir com informação. Com informação propriamente dita, produzida por jornalistas com carteira profissional, obrigados a respeitar os seus estatutos, códigos deontológicos e de conduta, além do estatuto editorial das respectivas publicações e, nunca é demais sublinhá-lo, jornalistas profissionais sujeitos a sanções, no caso de incumprimento", afirmou.

Francisco Pinto Balsemão, que foi eleito Personalidade do Ano - Nacional pela redacção de O MIRANTE, deixou algumas ideias sobre as consequências de uma redefinição do conceito de órgão de comunicação social, defendendo que "(...) ter a presunção de que é possível controlar ou monitorizar o que corre na net é uma ilusão que traria consequências muito graves porque iria criar uma Babel de propaganda e jornalismo com informação e pseudo-informação, ataques e devassa da vida privada, tudo feito à sombra do cobarde anonimato que a net permite em tantos casos.".

Francisco Pinto Balsemão
Francisco Pinto Balsemão

O fundador do Expresso explicou que acompanhou o crescimento de O MIRANTE desde a altura em que surgiu na Chamusca como um mensário com uma tiragem de dois mil exemplares e elogiou o facto de o jornal se ter adaptado aos tempos modernos, sem nunca perder a sua identidade.

"À globalização que era considerada um fantasma avassalador que vinha arrasar a nossa cultura, os nossos usos e costumes com tantas outras doutrinas e civilizações, responderam O MIRANTE e outros líderes da imprensa regional com o seu talento. Com o seu talento de captar a proximidade dos leitores, resguardando o que é genuinamente nosso. Às novas tecnologias e ao online responderam também, adaptando, na medida das suas possibilidades, os benefícios que essas novas tecnologias proporcionam", referiu, tendo deixado um elogio, não só a O MIRANTE mas a toda a imprensa regional.

"É justo que se faça uma homenagem à imprensa regional. À sua capacidade de resistir às mudanças e às crises, atravessando o tempos, acompanhando a evolução mas sem perder a sua identidade".

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